Sanders recusa admitir derrota e mantém-se na corrida pela nomeação democrata

Sanders recusa admitir derrota e mantém-se na corrida pela nomeação democrata

 

Lusa/AO Online   Internacional   8 de Jun de 2016, 08:30

O senador norte-americano Bernie Sanders recusou na terça-feira ter sido derrotado por Hillary Clinton e prometeu ficar na corrida pela nomeação democrata às presidenciais dos Estados Unidos, apesar de a sua rival ter declarado vitória.

“Vamos lutar muito para ganhar as primárias de Washington”, disse aos seus apoiantes na Califórnia, referindo-se às derradeiras eleições primárias democratas da próxima terça-feira, prometendo levar depois a luta pela “justiça social, económica, racial e ambiental para Filadélfia”, onde vai ter lugar, de 23 a 25 de julho, a Convenção Nacional do Partido Democrata para formalmente designar o candidato que irá desafiar o republicano Donald Trump na corrida à Casa Branca.

“Eu sou muito bom a matemática e sei que a luta que temos pela frente é muito, muito difícil. Mas nós continuaremos a nossa batalha por cada voto e por cada delegado”, afirmou Sanders, que não deixou de felicitar Clinton pelas vitórias da noite.

Nada impede que Bernie Sanders permaneça tecnicamente na corrida, mesmo que se admita que a convenção vai resultar na investidura da sua rival.

“A luta continua!”, concluiu o senador.

Clinton venceu três eleições primárias na noite de terça-feira (Nova Jersey, Novo Méxivo e Dakota do Sul) e está na frente dos resultados parciais na Califórnia. Sanders ganhou em Montana e Dakota do Norte.

Hillary Clinton confirmou esta terça-feira ter conseguido os apoios suficientes para ser nomeada candidata do Partido Democrata nas presidenciais marcadas para novembro, após diversos meios de comunicação social terem já calculado, ainda antes das primárias, que a antiga secretária de Estado havia reunido os apoios necessários.

Falando perante apoiantes em Nova Iorque, Clinton afirmou que “pela primeira vez na história” dos Estados Unidos da América “uma mulher será nomeada por um grande partido” como candidata à Casa Branca.

O próprio Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, felicitou-a entretanto pela sua vitória nas primárias do Partido Democrata, segundo um comunicado da Casa Branca.



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