Salário líquido da função pública aumenta 2% em janeiro com menos cortes e sobretaxa

Salário líquido da função pública aumenta 2% em janeiro com menos cortes e sobretaxa

 

Lusa/AO Online   Economia   20 de Jan de 2016, 06:04

O ordenado líquido dos funcionários públicos vai aumentar cerca de 2% em janeiro, face ao mês de dezembro, depois das reduções nos cortes salariais e na sobretaxa introduzidas pelo Governo, segundo simulações da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC) para a Lusa.

 

De acordo com as contas da consultora, um funcionário público que receba 1.600 euros mensais brutos vai receber em janeiro mais 22,87 euros líquidos (2,08%) do que dezembro, enquanto um que receba 2.000 euros mensais ganhará mais 2,61 euros (0,19%).

Nos ordenados mais altos, um trabalhador do setor do Estado com um salário bruto de 3.000 euros por mês vai auferir mais 50,84 euros líquidos (2,95%) e um outro com um ordenado de 4.000 euros mensais vai levar para casa mais 54,97 euros ‘limpos’ (2,55%).

Estas conclusões têm em conta a entrada em vigor, com o início do ano, da redução de mais 20% no corte salarial que os funcionários públicos têm desde 2011, bem como da redução progressiva da sobretaxa em sede de Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares (IRS), quando no ano passado era de 3,5% para todos os níveis de rendimento.

A PwC também fez simulações para a variação do rendimento para os funcionários do setor privado, tendo em conta apenas a variação da sobretaxa, e entre os quatro exemplos apresentados pela consultora é possível concluir que o aumento no salário líquido em janeiro face a dezembro ronda 1%.

No setor privado, um trabalhador que receba 800 euros mensais vai receber mais 5,89 euros em janeiro do que em dezembro (0,83%), outro com rendimento mensal de 1.600 euros vai ganhar mais 16,91 euros (1,42%), um que receba 3.000 euros mensais vai auferir mais 25,77 euros (1,33%) e, por fim, um funcionário com um ordenado mensal de 4.000 euros vai ter um aumento de 10,88 euros (0,44%).

Os funcionários públicos têm a sua remuneração reduzida desde 2011, pela aplicação de cortes progressivos entre os 3,5% e os 10% aos salários acima dos 1.500 euros.

Em 2015, o governo PSD/CDS-PP repôs 20% da totalidade desses cortes salariais, sendo que, este ano, o novo executivo PS vai repor a fatia de 80% a um ritmo de 25% em cada trimestre, o que permite que os trabalhadores do setor público recebam integralmente os respetivos vencimentos em outubro.

Por outro lado, o Governo decidiu eliminar a sobretaxa em 2016 para os contribuintes do escalão mais baixo de rendimentos e torná-la progressiva para os escalões seguintes, mantendo-a inalterada para os rendimentos acima de 80.000 euros.

Os contribuintes que aufiram até 7.070 euros não pagarão sobretaxa em 2016, os do segundo escalão (entre os 7.000 e os 20.000 euros anuais) vão pagar uma sobretaxa de 1% e os do terceiro escalão (entre os 20.000 e os 40.000 euros) terão uma sobretaxa de 1,75%.

Já os contribuintes que têm rendimentos anuais entre 40.000 e 80.000 euros pagarão uma sobretaxa de 3% este ano e os que ganhem mais de 80.000 euros por ano continuarão a pagar uma sobretaxa de 3,5%.

Nas simulações enviadas à Lusa, a PwC tem em conta contribuintes casados, dois titulares de rendimento, e com um dependente (cenário que abrange também os contribuintes não casados).

Entre os considerandos da consultora está ainda o aumento do salário mínimo para 530 euros e a manutenção das taxas de retenção na fonte para 2016 (são iguais às taxas aplicáveis para o ano 2015).

As simulações foram efetuadas tendo em consideração que o subsídio de Natal é pago em duodécimos, também no setor privado, porque caso os trabalhadores optem pelo pagamento do subsídio de Natal por inteiro o mês de dezembro não seria comparável com o de janeiro.

 

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