Saída do Rali de Portugal do Algarve revela incapacidade da RTA

Saída do Rali de Portugal do Algarve revela incapacidade da RTA

 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Jul de 2014, 16:38

O presidente da principal associação hoteleira do Algarve disse que uma perda do Rali de Portugal para o norte revela a "incapacidade negociadora" da Região de Turismo e representa "um prejuízo de 100 milhões de euros".

 

Por seu turno, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) disse à Lusa que, embora sem confirmação, uma perda da prova seria um “revés grande para a afirmação da região”, que teve um “importante” papel na “regeneração do rali” depois dos problemas de segurança verificados com o público no norte do país e que levaram a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a retirar a prova do Mundial.

Foi já com a prova a realizar-se no Algarve, em 2007, que o Rali de Portugal reintegrou o calendário do WRC, tendo desde então apenas saído do elenco de provas do campeonato do Mundo em 2009, devido a uma rotação de países promovida pela FIA.

Entre 2010 e 2013, regressou ao calendário do WRC e manteve o Algarve como ponto central, mas, na última edição, o Automóvel Club de Portugal (ACP), organizador do Rali de Portugal, admitiu a possibilidade de o norte do país voltar a acolher a competição, em detrimento do Algarve, possibilidade que o presidente da Região de Turismo do Algarve disse ir tentar evitar por “todos os meios”.

O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, disse hoje à Agência Lusa que a saída do rali do Algarve “revela a incapacidade da Região de Turismo do Algarve (RTA) de manter a prova na região”.

“A perda do rali representa um prejuízo de mais de 100 milhões de euros, que era o impacto da prova, segundo um estudo que a própria RTA encomendou à Universidade do Algarve”, sublinhou Elidérico Viegas, para quem a saída da prova do Algarve demonstra a “falta de capacidade negociadora” dessa entidade.

“Não foram capazes, não souberam ou não tiveram vontade que a prova continuasse no Algarve”, disse o presidente da AHETA.

O presidente da AMAL, Jorge Botelho, disse que, embora não haja ainda confirmação oficial da saída da prova da região, as informações disponíveis apontam nesse sentido e assegurou que “sempre foi manifestada a vontade a disponibilidade” de a região continuar a acolher a prova.

“Não está ainda nada assumido oficialmente, mas tenho essa nota e essa sensibilidade de que o rali pode ir para o norte. Acima de tudo é uma perda grande para a afirmação da região”, afirmou Jorge Botelho à Lusa, frisando que “o rali se reabilitou em terras algarvias e são conhecidos os problemas que teve quando era feito lá em cima [no norte]”.

“Obviamente há uma importância fundamental dos apoios do Turismo de Portugal para que o rali venha para o Algarve ou para outro sítio qualquer. A prova é fundamental para a afirmação da região e para a época baixa [do turismo]”, acrescentou.

A Lusa tentou obter uma reação do presidente do Turismo do Algarve sobre a saída da prova da região, mas a sua assessoria disse que Desidério Silva só irá falar à imprensa sobre esta matéria na quinta-feira.

 


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