Ryanair propõe aumentos salariais e melhores condições aos pilotos

Ryanair propõe aumentos salariais e melhores condições aos pilotos

 

Lusa/AO online   Economia   6 de Out de 2017, 16:21

O presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, escreveu aos mais de 4.000 pilotos da companhia aérea para lhes propor aumentos salariais e melhores condições de trabalho, informou a companhia irlandesa.

Nesta carta, O'Leary pede desculpas pela forma como foi gerido o planeamento das férias dos pilotos, o que levou a companhia a anular cerca de 20 mil voos previstos para o período entre setembro e março de 2018.

O dirigente da Ryanair promete superar as condições oferecidas pela concorrência, com o objetivo de levar os pilotos a ficarem na companhia com sede em Dublin, mas adverte que qualquer negociação será feita com os órgão representativos aprovados pela companhia, que não reconhece os sindicatos.

Além de um aumento salarial, O'Leary prometeu pagar bonificações "por lealdade", entre 6 mil e 12 mil euros a partir do próximo mês, programas de formação e alternativas para a escolha das bases em que operam.

A carta é dirigida a "todos os pilotos" da Ryanair e, de acordo com a oferta, a companhia aumentará entre 5 mil e 10 mil euros os suplementos anuais pagos aos pilotos nas quatro bases de operações mais importantes, enquanto nas restantes 82 a subida está sujeita a negociações.

O'Leary disse ainda que serão revistos os contratos dos pilotos que operam em bases europeias para os adaptar às legislações locais, quando estas diferirem da lei laboral irlandesa, à qual agora todos estão vinculados.

Os sindicatos do setor têm afirmado que um número significativo de pilotos abandonou a Ryanair nos últimos meses e que isso tem levado aos cancelamentos verificados na companhia 'low cost'.

A Ryanair insistiu, na semana passada, que não tem falta de pessoal e informou que menos de 260 dos 4.200 pilotos deixaram a companhia este ano, recordando que iniciou um processo de contratação de 650 pilotos.

A companhia líder na Europa no setor de baixo custo anunciou no passado dia 27 de setembro uma redução no "calendário de inverno", quando deixará de operar 25 dos mais de 400 aviões que tem ao seu serviço, o que afetará 18 mil voos e 400 mil passageiros.

Em 15 de setembro, a Ryanair já tinha comunicado a anulação de 2.100 voos durante seis semanas, devido a um erro na programação de férias dos pilotos.

Hoje, a companhia irlandesa anunciou também que transportou 11,8 milhões de passageiros em setembro, 10% mais do que no mesmo mês do ano anterior.



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