Rússia questiona relatório que confirma uso de gás sarin na Síria

Rússia questiona relatório que confirma uso de gás sarin na Síria

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   30 de Jun de 2017, 14:56

A Rússia afirmou hoje que o relatório da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) que confirmou o uso de gás sarin na Síria, no ataque de 4 de abril, baseia-se em "dados questionáveis".

 

“Nós somos obrigados a constatar que as suas conclusões (do relatório) são sempre baseadas em dados muito questionáveis”, divulgou num comunicado o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, assegurando que há sinas de “ordem política”.

Uma missão de investigação da OPAQ concluiu que "um grande número de pessoas foi exposto ao sarin ou um produto do tipo sarin, sendo que algumas morreram", de acordo com um relatório confidencial da organização, do qual a agência de notícias francesa AFP conseguiu obter trechos.

O resultado do relatório vai servir de base para uma comissão conjunta da ONU e da OPAQ, que irá dizer se as forças do regime sírio são responsáveis pelo bombardeamento químico na cidade de Khan Cheikhoun, na província de Idleb, a 04 de abril.

Para a diplomacia russa, o relatório "indiretamente empurra o leitor, que ignora todas as circunstâncias do caso, a concluir que as forças do Governo sírio são responsáveis" pelo ataque.

Moscovo espera que comissão conjunta da ONU/OPAQ "irá demonstrar um alto profissionalismo e imparcialidade política, a fim de encontrar os verdadeiros culpados deste crime", de acordo com o comunicado.

O ataque - que matou 87 pessoas, incluindo várias crianças - foi atribuído ao regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad pelos países ocidentais.

Al-Assad, que é apoiado pela Rússia e o Irão, negou qualquer envolvimento com o ataque químico.

Em resposta, o Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou um ataque com mísseis Tomahawk, na madrugada de 07 de abril,a base síria de Al-Chayraate.

Na segunda-feira, Trump alertou o regime de Bashar al-Assad contra a continuação da utilização de gás no país, devastado pela guerra civil que teve início em 2011.

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