Rússia prolonga embargo a produtos alimentares ocidentais até final de 2018

Rússia prolonga embargo a produtos alimentares ocidentais até final de 2018

 

LUSA/AO online   Internacional   29 de Jun de 2017, 15:53

A Rússia quer prolongar o embargo a produtos alimentares oriundos do Ocidente por mais 18 meses em reação à decisão da União Europeia (UE) de prorrogar até janeiro de 2018 as sanções económicas contra Moscovo, foi divulgado hoje

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, anunciou que vai propor o prolongamento do embargo até 31 de dezembro de 2018, frisando ainda que tal bloqueio vai ajudar a criar incentivos para os agricultores russos. A proposta será enviada ao Presidente russo, Vladimir Putin.

Moscovo já tinha advertido que só levantaria o embargo introduzido em 2014 se os Estados Unidos e a UE recuassem e revertessem as sanções impostas após a anexação da península ucraniana da Crimeia, em março de 2014, e o alegado apoio militar russo às forças rebeldes separatistas no leste da Ucrânia, o que é negado pelas autoridades russas, que falam apenas em apoio político.

O anúncio de Medvedev acontece um dia depois do Conselho da UE ter prorrogado até 31 de janeiro de 2018 as sanções económicas à Rússia por incumprimento dos Acordos de Minsk, relativos a um possível cessar-fogo no leste da Ucrânia.

As sanções tinham sido aprovadas pelos líderes dos 28, no Conselho Europeu de 22 e 23 de junho, na sequência de informações atualizadas sobre a aplicação dos Acordos de Minsk apresentadas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel.

A Alemanha e a França negociaram, em 2015, com a Ucrânia e a Rússia, os Acordos de Minsk ao abrigo dos quais terminaram os confrontos em larga escala no leste da Ucrânia entre forças do país e separatistas pró-russos, não se tendo chegado a um cessar-fogo.

Desde março de 2014, a UE impôs progressivamente um conjunto de medidas restritivas em resposta à anexação ilegal da Crimeia e à desestabilização deliberada da Ucrânia.

Em março de 2015, os dirigentes da UE decidiram alinhar o regime de sanções existente pela aplicação integral dos Acordos de Minsk, que estava prevista para o final de dezembro de 2015.

Desde então, e por falta de aplicação na íntegra dos acordos, as sanções foram já prorrogadas por três vezes, terminando o último prazo em 31 de julho.


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