Rui Moreira convicto na extensão a outras cidades do protocolo entre a ANA e Lisboa


 

Lusa/AO Online   Nacional   1 de Abr de 2015, 13:05

O presidente da Câmara do Porto considerou "normal" e "boas notícias" o protocolo assinado entre a ANA - Aeroportos de Portugal e o município de Lisboa, afirmando-se convicto que a iniciativa será alargada a outras cidades do país.

 

“Não acho que haja uma discriminação. Se calhar começou por Lisboa, [que] é a maior cidade portuguesa, é a capital. Mas com certeza que agora caberá às outras [cidades] também fazerem o seu trabalho de casa”, afirmou Rui Moreira à margem da cerimónia de lançamento da via de atravessamento dos bairros Nova Pasteleira e Pinheiro Torres, que decorreu no Porto.

Assegurando que é precisamente isso que o município do Porto irá fazer “tranquilamente, falando com a ANA”, o autarca disse manter “boas relações” com a gestora aeroportuária e estar a aguardar o agendamento da reunião que, em carta enviada na terça-feira, solicitou ao seu presidente, Jorge Ponce de Leão.

Em causa está um protocolo assinado na segunda-feira entre a ANA e o município de Lisboa, na sequência da qual aquela empresa vai assumir, a partir de abril, o pagamento da Taxa Turística de um euro criada pela Câmara Municipal de Lisboa, num valor global estimado entre 3,6 e 4,4 milhões de euros.

Para Rui Moreira, “é verdade que os aeroportos puxam pelas cidades, mas também é verdade que as cidades puxam pelos aeroportos” e, “se há uma iniciativa privada para apoiar o turismo”, o Porto “também está interessado”.

“Achamos muito bem e estamos à espera de uma reunião com a ANA, que com certeza será agendada e depois, nessa altura, falarei”, disse aos jornalistas.

Afirmando que “é com tranquilidade que estas coisas se resolvem”, Moreira considerou que “são boas notícias” e um sinal de que “o turismo está a funcionar. “Um investidor estrangeiro comprou os aeroportos portugueses e acha que, de facto, vale a pena apostar nas cidades portuguesas. Ainda bem, são boas notícias, não são más notícias”, reiterou.

Recordando com satisfação que, depois da tomada de posição do município do Porto – que na terça-feira divulgou publicamente a carta enviada a Ponce de Leão – “houve outros municípios que tomaram posições idênticas”, o presidente da Câmara do Porto afirmou-se convicto de que o alargamento da medida “é uma questão das outras cidades falarem do assunto”.

“Cascais está a falar no assunto, Faro está a falar no assunto, Braga está a falar no assunto, a Maia e Matosinhos estão a falar no assunto. É normal que todas as cidades, que todas elas desempenham também um papel de íman, de magnetismo, para atrair turistas que vêm através dos aeroportos e de alguma maneira contribuem para as receitas dos aeroportos, estejam interessadas”, considerou.

Questionado sobre se alguma vez esteve em cima da mesa a criação no Aeroporto do Porto de uma taxa turística semelhante à de Lisboa, Rui Moreira disse que tal “nunca” poderia ser feito, “porque o Aeroporto Francisco Sá Carneiro não é no Porto”.

“Foi uma questão que nunca equacionamos porque não era exequível”, rematou.

Na carta enviada na terça-feira à ANA, o autarca do Porto solicita uma reunião com a administração da empresa para encontrar uma “solução” para a cidade “equivalente” ao protocolo de cerca de quatro milhões de euros, assinado com Lisboa.

“Venho solicitar-lhe uma reunião, em data que tenha como mais conveniente, para podermos discutir e depois concretizar uma solução de cooperação entre a ANA – Aeroportos de Portugal e o município do Porto equivalente àquela que ora acabou de ser anunciada relativamente ao município de Lisboa”, lê-se no documento, a que a Lusa teve acesso.


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