Rui Machete diz que proibição do português no Luxemburgo se resume a "um ou dois casos"


 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Nov de 2014, 06:29

O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) disse que as proibições do uso da língua portuguesa nas escolas do Luxemburgo se restringem a "um ou dois casos", afastando a hipótese de discriminação para com a comunidade lusa.

 

“É um ou dois casos e não é geral”, disse Rui Machete aos jornalistas.

O ministro considerou que “não é um estigma”, até porque “há uma multidão de portugueses que é bem tratada e outros que não serão assim”.

O governante falava, no Cadaval, à entrada para uma sessão de esclarecimento sobre Orçamento do Estado para 2015 com simpatizantes e militantes do PSD/Oeste.

Portugal pediu esclarecimentos ao Luxemburgo sobre as “alegadas proibições no uso da língua portuguesa em escolas do Luxemburgo” e recebeu a “garantia” de que isso “não é verdade”, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A agência Lusa noticiou, no domingo, que estabelecimentos públicos de ensino no Luxemburgo, como creches e ateliês de tempos livres (ATL), estão a punir as crianças que falam português, o que está a preocupar a comunidade portuguesa emigrada naquele país.

Em sequência, o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse hoje, em comunicado, que diligenciou "junto do Ministério da Educação do Luxemburgo, no sentido de esclarecer a existência de normas que pretensamente proibissem a utilização da língua portuguesa nas creches e escolas daquele país”.

Feita a diligência, concluiu “que tal não é verdade, pelo que deverá ser concretamente denunciada qualquer irregularidade cometida num estabelecimento de ensino local”.

Segundo a diplomacia portuguesa, as autoridades luxemburguesas reiteraram “a política de diversidade linguística em vigor no sistema educativo público daquele país, incluindo o ensino da língua portuguesa” e asseguraram que “o recurso à língua materna dos alunos continua (…) a ser incentivado como elemento de integração e facilitador de aprendizagem”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros promete que vai continuar a acompanhar o caso e que, através da embaixada de Portugal no Luxemburgo, se manterá "atento às preocupações dos portugueses residentes” naquele país.



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