RTP/Açores vai divulgar ciência feita nas ilhas por jovens investigadores

RTP/Açores vai divulgar ciência feita nas ilhas por jovens investigadores

 

LUSA/AOnline   Regional   15 de Jan de 2017, 13:41

A RTP/Açores vai emitir a partir de segunda-feira uma série de 12 programas de divulgação científica feitos com jovens investigadores que trabalham no arquipélago, em áreas como a biologia, geologia e história, foi hoje anunciado.

“É feito com o devido cuidado para poder ser transgeracional, no sentido em que quer o avô, quer o filho do avó, quer o neto possam, sem qualquer problema, assistir a estes documentários”, afirmou à agência Lusa o biólogo Sérvio Ávila, autor e coordenador do programa.

“Jovens Cientistas dos Açores” é uma série documental, que contou com o apoio do Governo Regional, sendo que cada programa tem a duração de dez a 12 minutos, tendo sido entrevistados investigadores dos três polos da Universidade dos Açores, localizados nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial.

A ideia foi apresentada ao anterior secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu, em abril de 2015, que acabou por selecionar 12 dos 24 investigadores propostos para integrar o programa.

Segundo Sérgio Ávila, pretende-se contar o percurso de vida dos investigadores, com idades entre os 28 e os 45 anos, que tipo de trabalho fazem, quais as aplicações práticas e qual o impacto económico e social tem o seu trabalho científico.

“Entendemos que, realmente, é necessário promover uma adequada cultura científica, chamar a atenção para o trabalho que os investigadores fazem, porque muitas vezes, senão todas, são o garante de uma adequada decisão política e mais informada”, considerou Sérgio Ávila, lamentando, porém, que todos os investigadores entrevistados mantenham vínculos laborais precários.

Para o biólogo da academia açoriana, faz-se “excecional ciência” no arquipélago e os investigadores locais têm publicado “nas melhores revistas que existem a nível internacional em várias especialidades”, mas a população tem “um reduzido conhecimento” da ciência produzida nas ilhas.

“Estas ilhas vulcânicas e oceânicas em que moramos e trabalhamos são laboratórios vivos excecionais”, admitiu Sérgio Ávila, acrescentando que todos os investigadores entrevistados também o reconhecem, mas lamentam a precariedade laboral que existe entre a comunidade científica.

Com imagem e realização de José Serra, música original de Rafael Carvalho e Sérgio Ávila, o programa vai abordar temáticas tão distintas como o ordenamento de áreas costeiras marinhas e turismo, formas de vulcanismo secundário, genética humana, a história militar dos Açores no século XX, cetáceos e turismo de observação de baleias, térmitas, entre outros.

Sérvio Ávila revelou que o primeiro programa dá a conhecer um investigador que se licenciou e doutorou na Universidade dos Açores em biologia e se dedica ao estudo das comunidades existentes no fundo das lagoas dos Açores.

A proposta para uma segunda edição do programa já foi apresentado à tutela, mas Sérgio Ávila disse que “ainda aguardam uma resposta”.

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