Risco de terrorismo nuclear diminuiu mas persiste

Risco de terrorismo nuclear diminuiu mas persiste

 

Lusa/AO online   Internacional   1 de Abr de 2016, 18:22

O Presidente norte-americano Barack Obama advertiu que permanece no mundo a "ameaça" de um ato de "terrorismo nuclear" que seria perpetrado por ijihadistas', apesar dos esforços destinados a contrariar essa eventualidade.

 

“Reduzimos sensivelmente o risco. Mas (…) a ameaça do terrorismo nuclear persiste e continua a evoluir”, declarou Obama na abertura da sessão plenária de uma cimeira internacional em Washington sobre a segurança nuclear.

“Felizmente, graças aos nossos esforços coordenados, nenhum grupo terrorista conseguiu até ao momento adquirir uma arma nuclear ou uma bomba suja composta de materiais radioativos”, sublinhou o Presidente dos Estados Unidos.

No entanto, recordou que a organização islamita radical Al Qaida “procurou durante muito tempo [munir-se] de materiais nucleares” e que os “indivíduos envolvidos nos atentados de Paris e de Bruxelas filmaram em vídeo um responsável oficial de uma infraestrutura nuclear”.

O Presidente norte-americano fazia referência às informações divulgadas na semana passada por media belgas e internacionais após os atentados de Bruxelas reivindicados pelo grupo Estado Islâmico (EI), onde se referi que a célula islamita bruxelense dos ataques de 22 de março previu fabricar uma “bomba suja” radioativa, após uma vigilância por vídeo a um “perito nuclear” belga efetuada pelos irmãos Bakraoui, dois dos bombistas suicidas.

O cenário catastrófico de um “atentado terrorista nuclear”, através de uma “bomba suja” na posse de ‘jihadistas’, ensombrou os trabalhos de cerca de 50 responsáveis estrangeiros reunidos na quinta-feira em Washington para analisar a “segurança nuclear”.

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