Política

Ribeiro e Castro aponta dedo ao Vaticano

Ribeiro e Castro aponta dedo ao Vaticano

 

Lusa/AO online   Nacional   1 de Nov de 2012, 14:14

O deputado do CDS-PP José Ribeiro e Castro alertou hoje para a "mentira" acerca da suspensão dos feriados, argumentando que a lei estabelece concretamente a sua "eliminação", acusando a Igreja e o Vaticano de colaborarem "nesta fraude".

"Expresso a minha indignação por esta história que é repetidamente contada de que houve uma suspensão de quatro feriados, quando o que houve foi uma eliminação. O artigo 10º da lei 23/2012, de 25 de junho, elimina os feriados sem apelo nem agravo e, portanto, não há nenhuma previsão nem nenhuma obrigação legal de em cinco anos reavaliar a decisão", afirmou Ribeiro e Castro à Lusa. O deputado democrata-cristão, que é católico praticante, acusa a Igreja Católica e o Vaticano, com quem o Governo anunciou ter chegado a acordo para a eliminação dos feriados religiosos, como o de 1 de novembro, de colaborar "neste logro". "Critico a Igreja e o Vaticano por colaborem por ação e omissão nesta fraude, neste logro e nesta mentira", afirmou, sublinhando que o acordo celebrado entre o Vaticano e Portugal "nunca foi publicado, nunca ninguém o viu". "Se esse acordo foi, de facto assinado, ainda é pior, porque a lei que o devia cumprir violou-o, ao estabelecer a eliminação e não a suspensão, como foi anunciado", defendeu. O ex-líder do CDS-PP votou em maio deste ano contra o Código do Trabalho por se opor à eliminação dos feriados, sobretudo o de 1 de dezembro, que assinala a Restauração da Independência nacional. "Há outros que também me indignam particularmente, como é o caso de hoje [Dia de todos os Santos], que é o feriado católico que mais é celebrado, independente até da prática religiosa, porque ao juntar-se ao dia 2 de novembro [dia de finados] é o dia em que pessoas celebram a memória dos seus entes queridos e tem um enorme significado popular", argumentou. Para Ribeiro e Castro, este feriado "vai ser restaurado, mas porque os portugueses vão lutar por isso e não porque quem o devia defender o defendeu". O feriado de Corpo de Deus, que se celebra 60 dias antes da Páscoa, foi o outro feriado eliminado, tendo, no campo civil, sido igualmente eliminado o feriado de 5 de Outubro, dia da implantação da República.


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