Ribeira Grande recua à época dos Descobrimentos

Ribeira Grande recua à época dos Descobrimentos

 

Ana Paula Fonseca   Cultura e Social   15 de Jul de 2015, 11:38

A Câmara Municipal da Ribeira Grande realiza a partir de quinta-feira e até domingo, a Feira Quinhentista, este ano sob o tema dos Descobrimentos, e tendo como pano de fundo as comemorações da atribuição por El-Rei D. Manuel I da Carta de Foral, que elevou o então lugar da Ribeira Grande ao estatuto de Vila.
Este ano, o município entendeu promover o certame em julho, quando era já habitual no primeiro fim de semana de agosto. As obras de requalificação urbanística no centro histórico da cidade e a redução de custos com a deslocação à ilha de grupos de animação nesta altura do ano foram os motivos de antecipação, segundo Alexandre Gaudêncio, presidente da autarquia, que não coloca de parte que em 2016 a feira possa novamente realizar-se no mês de agosto.  “Conseguimos trazer muito mais animação nesta altura ano, a um preço mais considerável. Reduzimos os custos desta edição, e em relação ao ano passado, de 50 mil euros para 30 mil euros”, adianta o autarca, frisando que, com apoios da Secretaria Regional do Turismo e de privados, o “investimento municipal é reduzido”.

 

A próxima edição vai realizar-se na Praça do Município, mas este ano a recriação histórica do ambiente social, comercial e de artes e ofícios quinhentistas, regressa ao Passeio Atlântico e Largo de Santo André (junto ao Complexo de Piscinas). 

 

Durante quatro dias, a cidade viaja ao tempo dos Descobrimentos através da companhia de Teatro Viv’Arte, especializada em espetáculos de recriação histórica. A partir das 18h00 e até por  volta da 1h00, no grande mercado vão proliferar as tabernas de comes e bebes, as ceias manuelinas (Restaurante Alabote), os ofícios e artesanato, as arruadas, mostras de armas, de animais, danças e bailias, folguedos, torneios a cavalo e os cortejos de fidalguias. É neste cortejo que desfilam todos os participantes da feira e que trajam mais de 1100 peças de roupa de gente nobre, clero, do povo e que pertencem ao guarda-roupa do município.  Serão mais de 300 figurantes, na sua maioria locais, responsáveis pela animação diária do recinto da feira. A música e os sons estarão a cargo do Urro das Marés, os Pifaradas, Sons da Serra, Arraia d´Olos (Portugal Continental), Al Caravan (Espanha) e os grupos de tambores do concelho Ritmos Ribeira Grande, Bombomania, Âncora da vila. As danças estão a cargo de Arakisati Fahrar, e dos Escuteiros CNE  645, Grupo de Folclore do Porto Formoso e o  teatro de rua  pelos Fungis Magix Truxis e Associação Tradições Viv’Arte.

 

Ao longo do espaço da feira vão estar 26 barracas de artesanato, sendo dois artesãos do território nacional e 11 de comes e bebes. Para além da animação de rua, os grupos de dança e de música atuam em palcos montados no início e fim do Passeio Atlântico. A completar a feira, será promovida uma exposição sobre como eram planeados os Descobrimentos e os materiais utilizados. 


Cada dia de feira é dedicado a um tema. Na quinta-feira será o dia do planeamento das Descobertas pelos portugueses, que no dia seguinte lançam-se ao povoamento dos Açores. No fim de semana os Descobrimentos surgem em terras africanas , Vera Cruz, do Japão e Índia.


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