Ribeira Grande "interdita temporariamente" acesso à praia de Santa Bárbara

Ribeira Grande "interdita temporariamente" acesso à praia de Santa Bárbara

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Out de 2015, 16:30

A Câmara Municipal da Ribeira Grande decidiu hoje "interditar temporariamente" o acesso à praia de Santa Bárbara, muito utilizada por surfistas, devido ao agravamento do estado do mar na costa norte da ilha de São Miguel.

 

“Entendeu a Câmara Municipal da Ribeira Grande, por questões de segurança, vedar o acesso à praia de Santa Bárbara”, adianta a autarquia numa nota de imprensa, acrescentando que a interdição será mantida até se verificar uma melhoria das condições do estado do mar.

A autarquia sinalizou ainda outras “zonas de risco” nas Calhetas, nomeadamente as ruas do Porto e da Boa Viagem, em Rabo de Peixe (rua de São Sebastião) e na Maia, locais que “por várias vezes” já foram referenciados às entidades competentes, tanto pela Câmara Municipal como pelas Juntas de Freguesia, devido à instabilidade das arribas.

No caso concreto de Rabo de Peixe, em setembro os moradores da rua de São Sebastião voltaram a reivindicar “obras urgentes” para proteger uma falésia onde já ocorreram derrocadas, intervenção que o Governo Regional anunciou estar a ser preparada.

Prevê-se também a construção de um muro junto à orla costeira, do lado oposto das casas, que ainda não avançou.

Fonte da autarquia da Ribeira Grande adiantou à Lusa que os serviços municipais já avançaram com o reperfilamento da rua ameaçada pela instabilidade da falésia, estreitando a via, agora de sentido único, com “blocos amarelos que impedem o estacionamento de veículos”.

Segundo a RTP/Açores, vários barcos ficaram destruídos no porto de Rabo de Peixe devido à agitação marítima.

De acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) no grupo Oriental, que engloba as ilhas de São Miguel e Santa Maria, são esperadas hoje ondas até cinco metros diminuindo, até três metros na quarta-feira.

A meteorologista Vanda Costa adiantou à Lusa que o agravamento do mar, situação que se estende um pouco por todo o arquipélago, sobretudo nas costas norte das ilhas, se deve a uma corrente norte.


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