Ribeira Grande recebe em 2018 festival internacional de malabarismo

Ribeira Grande recebe em 2018 festival internacional de malabarismo

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Ago de 2016, 12:50

A Ribeira Grande vai acolher em 2018 a 41.ª edição do festival internacional de malabarismo, um evento que acontecerá pela primeira vez em Portugal, foi hoje anunciado.

 

“É um evento que reúne malabaristas (de vários países) para partilharem experiências. Tem ‘workshops’ de manhã à noite e espetáculos. As datas oficiais são de 28 de julho a 05 de agosto de 2018”, afirmou hoje Frederico O´Neill, da “9’Circos – Associação de Artes Circenses dos Açores”, numa conferência de imprensa, que decorreu no Teatro Ribeiragrandense.

O único representante português na Associação Europeia de Malabarismo, que promove anualmente o festival num país diferente, referiu que costumam estar presentes no evento artistas de rua de todo o mundo para fazerem malabarismos e truques.

Malabarismo é a arte de manipular vários objetos, como bolas por exemplo, com destreza manual, uma técnica muito utilizada nos circos.

Federico O´Neill, parente do poeta Alexandre O´Neill, e que, segundo disse, também fazia malabarismo com as palavras, adiantou que durante os sete dias do festival os participantes ficarão instalados no recinto da Associação Agrícola, em Santana, local que permite “treinos em recinto coberto e acampar”.

“É um evento onde se vê muita fusão entre malabarismo, dança contemporânea e teatro”, explicou o responsável, acrescentando que estão previstos vários espetáculos de rua na vila de Rabo de Peixe e na cidade da Ribeira Grande, sendo que nesta última haverá mesmo “um grande cortejo com a presença de todos os participantes do festival”.

Informando que em 2017 o festival decorrerá na Polónia, Frederico O´Neill referiu ainda que o evento “permite aos olheiros do Circo do Soleil”, fundado no Canadá em 1984, “escolher malabaristas para próximos espetáculos”.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, revelou que “são esperados no mínimo 2.000 participantes”, a que acresce os acompanhantes, a comunicação social, entre outros, o que “permitirá dar maior visibilidade à cidade e ao concelho”.

Alexandre Gaudêncio, que se mostrou reconhecido pela escolha do concelho para realizar, pela primeira vez em Portugal, o festival, desvalorizou o facto de a autarquia assumir um compromisso para 2018, ano em que poderá já não ser presidente, uma vez que haverá eleições autárquicas em 2017.

“Este tipo de eventos tem alguma antecedência, independentemente de quem tiver a gerir o município. Aqui foi o sentido de oportunidade. O apoio do município é assegurar a parte logística”, disse Alexandre Gaudêncio, alegando que “independentemente de quem ganhar as eleições no próximo ano não há aqui nenhum compromisso financeiro”.

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