Reunião de três dias arranca hoje com intervenção de Jerónimo de Sousa

Reunião de três dias arranca hoje com intervenção de Jerónimo de Sousa

 

Lusa/AO Online   Nacional   30 de Nov de 2012, 06:28

O XIX Congresso do PCP arranca hoje, em Almada, reunindo mais de 1250 delegados que debaterão o país e o partido durante três dias, elegerão um novo Comité Central e renovarão o mandato do secretário-geral, Jerónimo de Sousa.

Os trabalhos arrancam hoje de manhã, cabendo a intervenção de abertura ao secretário-geral comunista, que, já no domingo, e depois de reeleito, encerrará o congresso.

Durante estes três dias, os delegados elegerão um novo Comité Central, o órgão máximo do PCP entre congressos. A lista de candidatos totaliza 150 membros, menos seis que o atual Comité Central integra: saem trinta pessoas e entram 24 novas.

Entre os estreantes estão o deputado João Oliveira e os dois eurodeputados do partido, João Ferreira e Inês Zuber. Já os históricos Domingos Abrantes e Odete Santos saem do Comité Central.

Depois de eleito, o novo Comité Central reúne-se e elege o secretário-geral, escolhendo um dos seus membros, uma reunião que decorre no sábado, à porta fechada.

Jerónimo de Sousa deverá ser reeleito para o cargo que ocupa desde 2004. Na proposta de Resolução Política que será submetida ao congresso, lê-se que “num período marcado por uma intensa ofensiva do grande capital e uma grande resposta no plano da ação política e da luta de massas, com fortes exigências organizativas, ideológicas e de intervenção”, o trabalho da direção do partido, “posto à prova, cumpriu o seu papel”.

O XIX Congresso comunista aprovará ainda uma resolução política (Teses) e alterações ao programa do PCP.

No primeiro caso, o texto que será submetido a votação define a rutura com a ‘troika’ como “questão central” e “condição determinante” para construir uma alternativa de esquerda, processo que passa ainda pela “denúncia das responsabilidades do PS” e pela “convergência e cooperação” com outras “forças e setores”.

Na construção da alternativa política de esquerda é ainda determinante, para o PCP, o alargamento da “luta de massas”, o que, aliás, sublinham, já está a acontecer.

Quanto ao programa, as alterações visam “atualizar e enriquecer” o seu conteúdo atual, que data de 1992.

Uma das alterações é a própria denominação do programa, que passa a chamar-se “Uma democracia avançada - Os valores de Abril no futuro de Portugal” (atualmente tem como título “Portugal: Uma democracia avançada no limiar do século XXI”).

Mais de 55 delegações internacionais estarão neste congresso, para o qual o PCP convidou ainda BE, Verdes, PS e PSD.

 


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