Retomado Prémio Literário Dias de Melo


 

Lusa/Açoriano Oriental   Cultura e Social   3 de Jul de 2017, 17:35

O Prémio Literário Dias de Melo, que tinha sido suspenso em 2015, foi retomado, anunciou a organização, o município das Lajes Pico, nos Açores, e a editora Ver Açor.

 

Para a segunda edição, as categorias a concurso são romance, novela e conto, sendo apenas considerados inéditos.

Na primeira edição, em 2012, concorreram 116 candidatos, tendo havido 31 oriundos do Brasil, e foi unânime, entre o júri, a escolha de "O Sol Morreu Aqui", de João Negreiros, como vencedor.

Citado numa nota de imprensa, Fernando Ranha, editor da Ver Açor, considerou hoje que este prémio é "uma das melhores iniciativas de divulgação da cultura açoriana pelo mundo, da qual Dias de Melo foi um dos expoentes máximos".

"É, também, um reconhecimento, mais que justo, a Dias de Melo, que foi o primeiro escritor açoriano que, não saindo dos Açores, conseguiu que a sua obra fosse conhecida no continente", adianta Fernando Ranha.

O Prémio Literário Dias de Melo foi anunciado em 2011, com a atribuição de cinco mil euros, de dois em dois anos, a uma obra inédia lançada nesse período.

A 15 de setembro de 2015, a Câmara das Lajes do Pico e a Ver Açor anunciaram a suspensão da segunda edição do prémio, por os herdeiros do escritor não aceitarem a utilização do seu nome.

Então, em declarações à agência Lusa, o presidente do município, Roberto Silva, afirmou que se pretendia retomar o prémio quando estivessem ultrapassadas as divergências familiares relacionadas com o processo de herança.

"Quando o município das Lajes do Pico e a VerAçor Editores decidiram criar o Prémio Literário Dias de Melo, fizeram-no claramente sem objetivos comerciais, apenas focados nos objetivos de homenagear tão ilustre patrono e de divulgar o nome e a obra do grande escritor açoriano Dias de Melo", referiu então a autarquia, numa nota de imprensa.

Dias de Melo (1925--2008), nascido na Calheta do Nesquim, na ilha do Pico, foi professor, colaborador de jornais e é considerado um dos grandes escritores açorianos, tendo dedicado toda a sua obra ao mar e à baleação.


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