Restaurantes devem elevar qualidade para corresponder à procura de turistas


 

Lusa / AO online   Economia   19 de Nov de 2011, 12:13

Os proprietários dos restaurantes devem elevar a qualidade da oferta para corresponder às expetativas dos turistas que procuram o país pela gastronomia e vinhos, um tema que será debatido num congresso internacional do setor, que começa quinta-feira no Porto.

O “1º Congresso Internacional de Gastronomia e Vinhos”, promovido pelo Turismo do Porto e Norte, entre quinta-feira e sábado, pretende discutir a gastronomia e vinhos como “um produto estratégico para o turismo”, adiantou à Lusa Octávio Costa, da organização do encontro.

Destacando que Portugal tem “uma boa gastronomia”, o responsável sublinha que o setor da restauração deve corresponder às expetativas dos turistas que procuram a comida e vinhos, um dos principais motivos que levam as pessoas a viajar.

“O proprietário do restaurante deve perceber que não é só mais um que coloca comida na mesa, mas tem de se tornar apelativo e tem de progredir nos degraus da qualidade”, sustentou, adiantando que o setor deve procurar “adaptar-se a conceitos mais internacionais e a que os turistas estão habituados”.

O responsável da organização do encontro defende ainda que, na tentativa de fazer corresponder a oferta à procura, a gastronomia não deve perder as suas características únicas.

A restauração e o turismo são um dos painéis do encontro, onde será também discutida a certificação dos produtos locais, “com o objetivo de procurar atingir a qualidade extrema dos produtos, não para os estandardizar", num debate que pretende envolver os privados – restaurantes e hotéis -, e confrarias gastronómicas e báquicas.

A dieta atlântica também será um dos temas em debate, assumindo-se em contraponto em relação à dieta mediterrânica: é marcada pelos produtos do Atlântico, os peixes do “mar batido”, mas também as algas e os crustáceos, e “também pela influência dos ares atlânticos na vinha e nas explorações de legumes ou das frutas”, explicou.

A gastronomia como património cultural e as marcas enogastronómicas estarão também em destaque, no dia 26, quando será apresentado o “caso de sucesso” de Santiago de Compostela, cujo município desenvolveu um plano de marketing que permitiu “em pouco mais de três anos revolucionar a restauração da cidade, que se posicionou nos roteiros da gastronomia europeia”.

Os participantes do encontro vão ainda ter oportunidade de degustar produtos típicos portugueses, como caldo verde e vinhos Alvarinho. O último dia do congresso, sábado, é dedicado a passeios no Porto e em Vila Nova de Gaia, com visitas a caves do vinho do Porto.


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