Resposta à crise dos refugiados será o legado da Europa por muitos anos

Resposta à crise dos refugiados será o legado da Europa por muitos anos

 

Lusa/AO Online   Internacional   26 de Out de 2016, 13:03

O comissário europeu responsável pela ajuda humanitária considerou hoje que a crise dos refugiados se tornou o "mais urgente e difícil desafio" da Europa e sublinhou que a resposta será o legado europeu "por muitos anos".

 

Christos Stylianides falava à margem da 13.ª reunião ministerial Acordo Parcial Aberto sobre Riscos Maiores (EUR-OPA), em Lisboa.

Sublinhando várias vezes que o maior desafio com que a Europa se defronta atualmente consiste na resposta à crise de refugiados, o comissário europeu agradeceu a “atitude exemplar” de Portugal em receber a sua quota de refugiados, “num espírito de verdadeira solidariedade europeia”.

“Para mim, isto é o que significa, de fato, passar das palavras à ação e, por isso, agradeço ao Governo português e aos portugueses o acolhimento extraordinário que têm dado aos refugiados”, frisou.

Sobre a reunião de hoje, Christos Stylianides referiu tratar-se de um encontro em que vão discutir formas de tornar as sociedades europeias e também do Mediterrâneo mais resilientes face a catástrofes, minimizando as suas consequências.

Acrescentou tratar-se de um fenómeno que portugueses conhecem bem, exemplificando com os incêndios florestais e com a ajuda que tem sido prestada a Portugal para combater os fogos.

Para o comissário europeu, prevenir os riscos das crises, antecipando os acidentes e evitando a perda de vidas humanas, “é um dever moral e uma obrigação”.

“E por isso esta reunião interministerial é um esforço coletivo que requer uma ação conjunta, num esforço de solidariedade”, disse, acrescentando ser essa a definição de uma Europa solidária.

Para o comissário europeu, “nenhum estado ou comunidade pode enfrentar estes desafios de forma isolada”. Porque isso é “ilusão” e quem assim pensa “está fora da realidade”, observou.

Christos Stylianides considerou ainda Portugal “um parceiro essencial” na construção de uma Europa solidária, enfatizando o contributo do país para acolher refugiados.

Porque a questão dos refugiados é uma das questões essenciais na Europa e “põe à prova os nossos valores fundamentais de unidade e solidariedade”, frisou.


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