Responsável por Forças Armadas diz que Açores ainda são "plataforma crucial"


 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Fev de 2016, 12:18

O chefe do Estado Maior General das Forças Armadas defendeu hoje que os Açores continuam a ser uma "plataforma fulcral" perante novas crises ou o terrorismo, apesar das alterações geopolíticas internacionais que se registaram.

“Não obstante a permanente transformação do ordenamento geopolítico internacional e este, ao nível estratégico-militar, ser caracterizado cada vez mais por um elevado grau de incerteza e imprevisibilidade, os Açores, no quadro da segurança internacional, continuam a constituir-se como uma plataforma fulcral”, afirmou Artur Pina Monteiro.

O responsável presidiu hoje, em Ponta Delgada, à cerimónia que assinalou o 23.º aniversário do Comando Operacional dos Açores, em que foram condecorados vários militares.

Artur Pina Monteiro referia-se especificamente à região como plataforma de apoio ao movimento de forças e meios de projeção, proporcionando ao país a possibilidade de “contribuir qualitativamente” para a resolução de crises ou outros acontecimentos de maior ou menor gravidade, e “afirmação no seio da comunidade internacional”.

Perante ameaças como o terrorismo internacional, que considerou que “ninguém ou nenhum país pode ignorar”, a proliferação de armamento, o crime organizado ou as agressões ambientais, “claramente orientadas” para atingir as pessoas e bens, o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas destacou a importância do Comando Operacional dos Açores face à descontinuidade territorial do arquipélago.

Este sistema de forças, de acordo com o general, deve assegurar “flexibilidade operacional”, contribuindo com as suas capacidades e meios para a prevenção e dissuasão, apoio à segurança, bem-estar e desenvolvimento da população em território nacional.

Artur Pina Monteiro realçou ainda o papel do Comando Operacional dos Açores não só como garante da soberania nacional, mas também no apoio à proteção civil em situações de emergência, a par das missões de busca e salvamento “recorrentemente” efetuadas.

O militar considerou que o Comando Operacional dos Açores “reflete a continuada importância estratégica” da região, daí não ter sido alvo de qualquer alteração na recente transformação estrutural das Forças Armadas.

O comandante Operacional dos Açores, tenente-general Mourato Caldeira, defendeu, por seu turno, apesar de reconhecer as dificuldades impostas pela recessão económica e financeira, ser “premente” proceder a um reforço de meios navais e aéreos nos Açores para o cumprimento da missão.

 


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