Responsáveis BP declaram-se não culpados de homicídio relacionado com maré negra

Responsáveis BP declaram-se não culpados de homicídio relacionado com maré negra

 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Nov de 2012, 08:33

Dois responsáveis da BP declararam-se quarta-feira não culpados de homicídio em resposta à acusação de não terem impedido a explosão que causou 11 mortos numa plataforma petrolífera e uma maré negra no Golfo do México, noticia a AFP.

Robert Kaluza, de 62 anos, e Donald Vidrine, de 65, depuseram num tribunal federal em Nova Orleães, no Estado da Luisiana, no Sul dos Estados Unidos, para onde foram convocados, tal como um colega, acusado de obstrução à justiça.

Os advogados de Kaluza e Vidrine, os dois responsáveis mais importantes da BP na plataforma Deepwater Horizon no momento da explosão, em abril de 2010, estimaram que os seus clientes estavam a ser tratados como bodes expiatórios.

David Rainey, um ex-dirigente de topo da empresa petrolífera britânica, também compareceu e declarou-se não culpado. É acusado de obstrução à justiça por ter alegadamente mentido sobre a quantidade de petróleo que era libertado no oceano.

Uma comissão de inquérito mandatada pelo Presidente dos EUA, Barack Obama, responsabilizara a BP e os seus subcontratados pelo desastre.

A explosão em 20 de abril de 2010 da plataforma Deepwater Horizon, 80 quilómetros ao largo de Nova Orleães, provocou 11 mortos e libertou centenas de milhões de litros de petróleo no Golfo do México até ser encerrada a sua saída quatro meses mais tarde.

Também quarta-feira, o governo norte-americano aumentou a pressão sobre a BP ao exclui-la temporariamente de novos contratos federais, por causa da sua “falta de integridade” na maré negra de 2010, uma decisão rara mas vista como simbólica pelos analistas.


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