Reservas marinhas podem ajudar a restaurar recursos pesqueiros sem aumento de restrições à pesca


 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Ago de 2017, 07:35

O estabelecimento de reservas marinhas, onde a pesca e outra extração de recursos é proibida, pode ajudar a restaurar recursos pesqueiros sem aumento de restrições à pesca de espécies comercialmente valiosas, indica um estudo divulgado hoje.

Apesar da aparente contradição, o estudo da Universidade da California em Davis, Estados Unidos, conclui que as reservas marinhas, uma classe de área protegida onde a atividade humana é reduzida ao mínimo, promovem a sustentabilidade das espécies comercialmente mais valiosas e protegem também espécies vulneráveis que são muitas vezes dizimadas ao serem capturadas como subproduto indesejado da pesca comercial.

O efeito significativo de reposição de recursos pesqueiros alcançado pelas reservas marinhas enquanto instrumento de gestão de recursos permite que as operações de pesca comercial possam ser sujeitas a mecanismos de quotas menos restritivos, indica o estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) dos Estados Unido e que assenta na análise de várias zonas de reserva marinha e de pesca comercial norte-americanas.

"A utilização de reservas marinhas como instrumento de gestão de pescas surge, segundo os dados compilados, como uma situação em que todos saem a ganhar. Os pescadores comerciais podem alcançar as capturas pretendidas das espécies-alvo enquanto as espécies com 'stocks' mais vulneráveis podem ficar sujeitas e menor pressão", diz o principal autor do estudo, Alan Hastings, professor no departamento de Ciências e Políticas Ambientais da Universiade da Califórnia.

Recorrendo a modelos matemáticos que levam em consideração os ciclos de vida de várias espécies de peixes - incluindo as espécies comercialmente mais valiosas e aquelas que são capturadas como subproduto - os investigadores concluíram que as reservas marinhas resultam em maior sustentabilidade de recursos e são mais eficazes do que a gestão assente apenas no estabelecimentos de quotas de captura.



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