Representante da República para os Açores defende transparência da administração pública

Representante da República para os Açores defende transparência da administração pública

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Jun de 2017, 19:26

O Representante da República para os Açores, Pedro Catarino, defendeu hoje que a administração pública deve estar aberta ao escrutínio público, como forma de "reforçar a transparência do seu funcionamento".

“É uma responsabilidade coletiva que começa nos escalões mais elevados da administração pública, que deve dar o exemplo de integridade e dedicação ao bem comum, aberta às regras de transparência e ao escrutínio público. Dar poderes aos outros só pode fortalecer os próprios, aumentando a força do todo a que pertencem. Reconhecer e aceitar os limites do seu poder só pode dar legitimidade e aceitação ao exercício do mesmo”, salientou.

Pedro Catarino falava nas cerimónias do 10 de Junho, no Solar da Madre de Deus, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

O presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, que há vários anos não participava nas comemorações do Dia de Portugal na região, assistiu, este ano, à cerimónia.

Na passada segunda-feira, nas comemorações do Dia da Região Autónoma dos Açores, Vasco Cordeiro voltou a defender a extinção do cargo do Representante da República, à semelhança do que já tinha feito em 2015.

Segundo o Representante da República para os Açores, o progresso científico e tecnológico contribuiu para uma sociedade “em que muitos dos laços comunitários vão dando progressivamente lugar a um individualismo reinante, no qual todas as pretensões tendem a transformar-se em direitos”.

“Incerteza, individualismo, desigualdade, são, pois, alguns dos fatores que, associados à crise que afeta a representação política, são explorados para sustentar visões dicotómicas que dividem o mundo”, frisou.

Nesse sentido, defendeu que é urgente refletir sobre os instrumentos políticos e jurídicos que a comunidade pode desenvolver para “fazer frente à onda de populismo que assoma nas democracias ocidentais”.

Para Pedro Catarino, Portugal e as suas regiões autónomas devem, por isso, procurar consolidar as suas instituições políticas e a dinâmica dos múltiplos agentes da sociedade civil.

“No caso das instituições políticas é fundamental reforçar a transparência do seu funcionamento e os mecanismos de responsabilização na sua relação com os eleitores e os administrados. Ao passo que, no tocante aos principais atores da sociedade civil, importa sobretudo estimular a consciência social das empresas, incentivar tecnicamente e apoiar financeiramente o empreendedorismo económico e sobretudo o empreendedorismo social, que a cada dia que passa nos surpreende com novas ideias e projetos inovadores”, apontou.

Pedro Catarino recordou também, no seu discurso, a recente visita aos Açores do Presidente da República (entre 01 e 06 de junho), salientando que Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido “calorosa e festivamente pelos açorianos”.

“Trouxe-nos, com o seu calor humano e a bondade do seu caráter, uma mensagem de união e de confiança que nos fortalece a todos e nos inspira para enfrentarmos o futuro com esperança e otimismo, mas também com determinação e empenhamento e sobretudo com muito trabalho”, frisou.

Este ano, foram condecoradas, no Dia de Portugal, quatro personalidades açorianas, os médicos José Rocha Lourenço e Álvaro Gregório, com o grau de comendador da Ordem de Mérito, e os investigadores António Frias Martins e Eduardo Brito de Azevedo, com insígnias de comendador da Ordem da Instrução Pública.

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