Representação dos árabes em instituições públicas não traduz percentagem da população

Representação dos árabes em instituições públicas não traduz percentagem da população

 

Lusa / AO online   Internacional   18 de Mar de 2018, 12:17

Mais de 20% da população de Israel é árabe, mas a representação desta minoria em instituições públicas é muito reduzida, segundo dados da Comissão de Serviço Civil, que assegura que em ministérios chaves não tem um único membro entre os empregados.


Os dados, difundidos hoje pelo diário Yedioth Ahronoth, asseguram que não há qualquer trabalhador árabe, druso ou beduíno nos ministérios de Assuntos da Diáspora, de Informações, Assuntos Estratégicos, Serviços Religiosos e o de Jerusalém e Património, nem no da Agência Nacional de Ciber.

Segundo o estudo, em cerca de uma dezena de ministérios e instituições que têm funcionários árabes estes não superam 5% do total de empregados.

O relatório sublinha que a presença dos árabes nas instituições públicas não é proporcional à percentagem da população, de acordo com os números obtidos pelo Centro de Poder do Cidadão.

Por exemplo, só cinco cidadãos árabes trabalham no ministério da Integração de um total de 483; dez de 822 (1,2%) no gabinete do primeiro-ministro e 27 de 1.028 (2,6%) no ministério das Finanças.

No ministério dos Negócios Estrangeiros em 2017 trabalhavam 41 árabes de um total de 1.834 empregados (2,2%); no da Economia 21 árabes de um total de 537 (3,9%) e no das Comunicações dez de 145 (6,9%).

Instituições com tanta importância para estas minorias como o ministério para a Igualdade Social conta com oito árabes de 96 empregados (8,3%), o da Educação com 177 de 2.010 (8,8%) e o da Justiça com 299 de um total de 3.314 (9%).

O Governo propôs que pelo menos 10% do pessoal de cada ministério representasse alguma minoria, mas na prática apenas os ministérios do Trabalho e Bem-Estar, com 462 empregados de minorias de 3.964 (11,7%), da Saúde, com 611 de 3.809 (16%), e do Interior, com 410 empregados árabes de 669 (61%), cumprem aquele objetivo.

A taxa de trabalhadores árabes em hospitais e centros médicos em Israel também é muito alta, contudo, segundo sublinha o Yediot Ahronot, são contratados principalmente para trabalhos com pouca qualificação como auxiliares nos hospitais ou no caso do Interior, como supervisores durante o Sabat, dia de descanso dos judeus.



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