Reposição de salários e pensões tem de ser garantida em futuras negociações

Reposição de salários e pensões tem de ser garantida em futuras negociações

 

Lusa/AO Online   Economia   22 de Fev de 2016, 16:35

O primeiro-ministro afirmou hoje que a reposição de salários e pensões e a necessidade de não agravar a tributação desses rendimentos tem de ser garantida "noutras negociações", em resposta a uma pergunta do BE sobre eventuais medidas extraordinárias.

 

"A necessidade da reposição de salários tem de ser garantida, a necessidade de reposição de pensões tem de ser garantida. Não haver novas tributações sobre o salário e as pensões tem de ser garantido. Garantimos nesta negociação, garantiremos noutras negociações, porque isso é essencial", afirmou António Costa.

O primeiro-ministro falava no parlamento no primeiro dia do debate na generalidade da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2016, depois de o deputado do BE Jorge Costa o ter questionado se mantinha "o compromisso de, enfrentando a necessidade de medidas não previstas neste Orçamento, respeitar o princípio da reposição dos rendimentos, o princípio de que não haverá nova sobrecarga sobre o rendimento do trabalho e das pensões e sobre os bens essenciais".

"No caso de uma dificuldade, no caso de medidas extraordinárias, é este sentido estratégico que dá sentido e cimento a esta maioria que deve prevalecer, pergunto-lhe se é esse também o seu entendimento", questionou Jorge Costa.

O vice-presidente da bancada do Bloco enquadrou a eventual necessidade de medidas extraordinárias num "contexto de grande instabilidade", a começar pela "grande instabilidade financeira mundial", mas também da "dinâmica de desagregação do projeto europeu que está à vista na forma como está a ser gerida a crise dos refugiados e que está à vista no processo do Reino Unido".

"Está à vista como o diretório extremista que comanda a Europa encara cada uma destas crises. A economia portuguesa mantém as suas vulnerabilidades essenciais, na questão da dívida, na questão do desemprego estrutural", afirmou Jorge Costa sobre o "cenário de instabilidade" no qual possam vir a ser exigidas por Bruxelas novas medidas.

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