Renovação de bolsas no Superior ficará mais simples no próximo ano letivo

Renovação de bolsas no Superior ficará mais simples no próximo ano letivo

 

Lusa/AO Online   Nacional   4 de Mai de 2017, 19:28

O Governo quer facilitar a renovação de bolsas aos estudantes universitários, reduzindo a burocracia num regulamento de atribuição de bolsas que deverá entrar em vigor no próximo ano letivo.

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, disse hoje à agência Lusa que "o processo era muito complexo e a informação muito detalhada" de cada vez que se pretendia renovar a bolsa, pelo que agora essa informação só precisa de ser dada quando se concorre pela primeira vez a uma bolsa.

"A renovação [de bolsas] é simplificada", indicou a governante, bastando ver se houve alteração nas condições socio-económicas dos alunos, acrescentando que, de acordo com a proposta que está em finalização, também deverá mudar a maneira como o aproveitamento é incluído nos critérios para a manutenção de bolsas.

Fernanda Rollo afirmou que os prazos para o aproveitamento entrar nos fatores que contam para ter bolsa "não eram adequados, sobretudo para quem entrava pela primeira vez no ensino superior".

O aproveitamento era contado através de uma percentagem dos créditos a realizar pelos alunos com as disciplinas que fazem, mas deverá passar a um número fixo de 36 créditos como mínimo para manter a bolsa.

Havia alunos que não conseguiam garantir, na altura de renovar bolsas, se tinham ou não aproveitamento a certas disciplinas, mas o novo regulamento terá prazos "mais adequados ao calendário escolar", afirmou a secretária de Estado.

Fernanda Rollo espera que assim haja "menos desistências e menos insegurança" entre os alunos do Superior com direito a este tipo de apoios.

O presidente da Federação Académica de Lisboa, que se reuniu com as outras federações do país e com a secretária de Estado na quarta-feira, afirmou que "as reivindicações foram atendidas" pela tutela, considerando que o sistema de número fixo de créditos vai permitir que "haja mais bolseiros".

João Rodrigues frisou que se trata de uma "reforma técnica", sem reflexo nos valores das bolsas atribuídas a cada estudante universitário.

O dirigente associativo indicou ainda que vão ficar mais bem definidas as regras para os alunos terem direito a um 11.º mês de complemento de alojamento.


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