Rendimento da atividade agrícola deve aumentar 5,8% em 2016

Rendimento da atividade agrícola deve aumentar 5,8% em 2016

 

Lusa/Açoriano Oriental   Economia   13 de Dez de 2016, 10:22

O rendimento gerado pela atividade agrícola em Portugal deve aumentar 5,8% em 2016, após um crescimento de 2,9% em 2015, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) na primeira estimativa das contas económicas da agricultura.

 

Esta evolução positiva deve-se sobretudo ao aumento de 38,1% nos subsídios à produção, após três anos consecutivos de diminuição, já que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) recuou 7,7% em termos nominais e 9,7% em termos de volume, interrompendo a tendência de crescimento em volume observada desde 2011.

A evolução negativa do VAB resultou do efeito conjugado do decréscimo previsto da Produção do ramo agrícola (-3,3%) e de uma redução ligeira do consumo intermédio (-0,7%).

A diminuição da produção do ramo agrícola em termos nominais resultou essencialmente de um decréscimo em volume (-4,5%), uma vez que os preços registaram um aumento (+1,2%).

A produção vegetal (56,4% do total da produção) registou uma evolução negativa em volume (-8,3%), refletindo os decréscimos no vinho (-20,0%), frutos (-11,2%), cereais (-5,0%) e vegetais e produtos hortícolas (-4,2%).

Com exceção dos cereais e vinho, os preços base tiveram uma subida generalizada, destacando-se as batatas (50,0%), os frutos (12,7%) e os vegetais e produtos hortícolas (5,4%).

A produção animal deverá apresentar uma variação nominal negativa (-5,2%) sobretudo devido à diminuição dos preços (-5,7%), uma vez que o volume deverá aumentar ligeiramente face a 2015 (0,5%).

Os produtos que mais contribuíram para esta evolução foram as aves de capoeira e o leite, com variações nominais negativas de 6,8% e 8,9%, respetivamente.

O INE estima, para este ano, um acréscimo dos preços da produção (1,2%) superior aos preços do consumo intermédio (0,7%), traduzindo uma situação ligeiramente mais favorável relativamente a 2015.

O ligeiro decréscimo em valor do consumo intermédio resulta de uma diminuição em volume (-1,4%) e de um aumento dos preços (0,7%).

“Esta evolução nominal, deve-se, sobretudo, às sementes e plantas (-18,5%) e à energia e lubrificantes (-6,6%), que atenuaram os efeitos do aumento de 2,1% registados nos alimentos para animais (a rubrica com maior peso relativo na estrutura de custos da atividade)”, indica o INE.

Em relação ao peso do VAB do ramo agrícola na economia nacional, a importância relativa da agricultura deverá diminuir para 1,5% (1,7% em 2015).

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