Remoção dos blocos que cederam no porto da Madalena avançam o mais rápido possivel

Remoção dos blocos que cederam no porto da Madalena avançam o mais rápido possivel

 

LUSA/AO Online   Regional   28 de Fev de 2017, 20:47

A remoção dos blocos que cederam no porto da Madalena, no Pico, devido à forte ondulação, inicia-se "o mais rápido possível" e toda a intervenção fica condicionada a uma avaliação profunda aos danos, anunciou hoje o Governo açoriano.

"Os trabalhos de remoção destes blocos de grandes dimensões, o que requer a deslocação de meios adequados, serão efetuados o mais rápido possível. Aquilo que se verifica é que existe uma cedência no próprio muro cortina que indicia danos no manto de proteção, mas esta avaliação requer que seja feita uma análise mais profunda através de uma sonda de varrimento lateral", afirmou o secretário dos Transportes e Obras Públicas dos Açores. Vítor Fraga, que reuniu hoje com o conselho de administração da Portos dos Açores e visitou o porto da Madalena, no Pico, salientou à agência Lusa que "a operacionalidade do porto não está neste momento posta em causa, embora condicionada pelo fato de ter um dos blocos no interior da bacia, mas numa zona que não impede a operação dos navios de tráfego local", aqueles que utilizam a infraestrutura. O governante explicou que a forte ondulação provocou "o deslocamento de três blocos, dois dos quais ficaram em cima do cais e um está no interior da bacia", acrescentando que durante a visita ao porto da Madalena os técnicos da Portos dos Açores verificaram que "há indícios de uma degradação do manto de proteção", pelo que será necessário efetuar "uma análise técnica profunda". "Só após este trabalho estar efetuado é que se pode ter, em princípio, uma estimativa quer do custo, quer do período de intervenção da obra para repor as condições normais de operacionalidade do porto da Madalena", referiu o secretário regional dos Transportes e Obras Públicas, indicando que "já foi contactada a empresa" que irá realizar os trabalhos de avaliação técnica ao manto de proteção "assim que as condições climatéricas o permitem". Além do porto, a zona do pesqueiro também foi "muito afetada" pela forte ondulação com "galgamentos e arrastamentos de pedras para a via", mas, segundo Vítor Fraga, já está aberta à circulação, enquanto decorrem trabalhos de limpeza na zona do Ramal da Areia Larga. A autoridade marítima emitiu hoje um aviso à navegação para que proceda com cautela junto à zona sul do cais comercial da Madalena, Pico, Açores, onde na segunda-feira o bloco da muralha do porto se desprendeu devido à forte ondulação. Além de danos no porto, o mar invadiu o “Museu de Cachalotes e Lulas, provocando fortes estragos” e outros edifícios localizados junto à orla costeira sofreram estragos, nomeadamente o Cella Bar. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a ondulação, que atingiu os 13 metros, foi uma situação que “não estava prevista” e “invulgar”. "As ondas que aqui se verificaram para além da sua dimensão tinham um período de duração muito extenso o que levou a grandes deslocações de massas de água que provocou os danos que são visíveis", sustentou à Lusa Vítor Fraga.

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