Rei de Espanha marca nova ronda de consultas com os partidos


 

Lusa/AO online   Internacional   12 de Abr de 2016, 12:14

O Rei de Espanha, Felipe VI, vai fazer uma nova ronda de consultas aos partidos políticos a 25 e 26 de abril, face ao impasse nas negociações para formação de governo, informou o Chefe de Estado espanhol.

 

A decisão foi comunicada ao presidente do Congresso dos Deputados, o socialista Patxi López, e é a terceira vez - desde as eleições legislativas espanholas de 20 de dezembro - que o monarca ouve os representantes dos partidos com assento parlamentar.

Na primeira vez, o líder da formação mais votada, Mariano Rajoy (PP), recusou o convite para tentar formar governo e na segunda o rei convidou o líder do PSOE, Pedro Sánchez, que acabaria por perder as duas votações de investidura por falta de apoios.

Nesta terceira ronda de consultas, o Chefe de Estado espanhol pretende verificar se algum líder partidário tem os apoios necessários para passar nas votações no Congresso ou se terá de dissolver as Cortes Gerais e convocar novas eleições. O prazo para que os deputados elejam um presidente do Governo termina a 02 de maio (dois meses depois da primeira sessão de investidura).

Caso não consigam até essa data, as Cortes (Congresso e Senado) são dissolvidas e realizam-se novas eleições gerais a 26 de junho.

Na próxima semana (a 21 de abril), o presidente do Congresso comunicará ao Rei a lista dos representantes designados pelos grupos políticos para acorrer à consulta. No mesmo dia, os serviços da Casa Real comunicam a data e a hora a que serão recebidos cada um dos representantes.

Ainda antes e depois da sessão de investidura falhada de Pedro Sánchez (uma estreia na democracia espanhola), o PSOE tentou recolher o apoio do centro-direita Ciudadanos (que conseguiu através de um acordo) e do Podemos (de Pablo Iglesias), que votou "Não" ao lado do PP e inviabilizou um governo socialista.

O Podemos queria e propôs ao PSOE um governo de coligação à esquerda, com os comunistas da Izquierda Unida, mas os socialistas queriam um governo de cor única, com apoios parlamentares à esquerda e à direita. Já o PP - que queria uma grande coligação com o PSOE, mas liderada por Mariano Rajoy - optou por esperar que os socialistas falhassem as negociações, o que acabou por acontecer na semana passada. Os grandes partidos preparam-se agora para novas eleições.

Caso surgisse um candidato de última hora na terceira ronda de consultas, teria de ser convocado um plenário no Congresso dos Deputados com tempo suficiente para duas votações. Na primeira o candidato tem de obter maioria absoluta, pelo menos 176 deputados, enquanto na segunda (com 48 horas de diferença) basta uma maioria simples.

O PP tem 123 deputados, o PSOE 90 assentos, o Podemos 69 (juntamente com as suas confluências regionais) e o Ciudadanos 40 deputados.

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