Região quer intervenção "extraordinária" de Portugal junto dos EUA

Região quer intervenção "extraordinária" de Portugal junto dos EUA

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Nov de 2014, 17:20

O Governo dos Açores defendeu uma "intervenção reforçada e extraordinária" do executivo da República junto dos Estados Unidos da América (EUA) por causa das Lajes, depois das eleições intercalares norte-americanas, de que resultaram "novos protagonistas".

"A situação hoje é, todos sabemos, ainda, de expetativa - expetativa em relação à apresentação do estudo sobre as bases europeias dos Estados Unidos e de expetativa, também, no que diz respeito às consequências do novo contexto político e institucional nos EUA em resultado das recentes eleições intercalares”, afirmou o subsecretário regional para as Relações Externas, Rodrigo Oliveira.

“Entendemos, por isso, que tal contexto - e em especial os desenvolvimentos mais recentes - devem, em primeiro lugar e desde já, motivar a intervenção reforçada e extraordinária do Governo da República junto dos novos protagonistas", acrescentou.

Rodrigo Oliveira, que falava no parlamento dos Açores, na Horta, durante o debate o Plano e Orçamento da região para 2015, lembrou que em novembro de 2012, "quando foi comunicado pelos EUA a intenção de redução da base das Lajes, poucos achariam que se poderia, de algum modo, suspender ou atrasar o processo e impedir a sua aplicação imediata".

No entanto, "o Governo dos Açores, numa ação liderada pelo seu presidente [Vasco Cordeiro], desenvolveu de imediato um trabalho de grande intensidade e envolvimento", que teve como resultado o adiamento da decisão inicial norte-americana, afirmou.

"Da parte do Governo [Regional], prosseguiremos o trabalho, na sua maioria reservado, é certo, mas com a mesma determinação de sempre na defesa dos interesses dos trabalhadores da Base, das suas famílias e da economia da ilha Terceira", assegurou Rodrigo Oliveira.

Também Vasco Cordeiro participou neste debate, para dizer que "o assunto está neste momento" a precisar que o entendimento que tem havido entre todas as forças políticas açorianas nesta matéria "se reforce e consubstancie".

O governante destacou que está concluída, nos EUA, a "fase de avaliação técnica" das bases militares norte-americanas na Europa e que se segue agora a "avaliação política".

Vasco Cordeiro disse que é ainda importante que os Açores continuem a falar a uma só voz e salientem que, "no âmbito da relação diplomática entre dois países, não são aceitáveis atitudes que menorizem um deles".

"Este esforço deve continuar e nós, os Açores, conseguimos já muito, mas não podemos exatamente agora dar por garantido aquilo que de forma nenhuma está garantido", afirmou.

Os Estados Unidos da América anunciaram a intenção de reduzir no ano passado o contingente que têm nas Lajes, em mais de 400 militares e 500 familiares, mas a decisão tem sido adiada devido a várias iniciativas legislativas.


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