Região avança com rastreio ao cancro da cavidade oral

Região avança com rastreio ao cancro da cavidade oral

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   16 de Jan de 2017, 14:06

Os centros de saúde dos Açores vão começar a fazer, no fim de janeiro, rastreios ao cancro da cavidade oral, doença que regista uma média anual de 57 casos no arquipélago, anunciou o secretário regional da Saúde.

 

"É um programa bastante abrangente e pensamos que durante este ano conseguimos chamar cerca de 25 mil açorianos para fazer este rastreio junto das unidades de saúde e começaremos com as pessoas que durante este ano façam 40, 45, 50, 55, 60, 65 e 70 anos", explicou Rui Luís, em declarações aos jornalistas.

O titular pela pasta da Saúde nos Açores falava à margem da reunião de avaliação dos três programas de rastreio oncológico em curso na região e do registo oncológico no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

Segundo o governante, o rastreio ao cancro da cavidade oral arranca a 30 de janeiro, data a partir da qual cada unidade de saúde irá começar a enviar cartas aos utentes que estejam nas condições para efetuarem o rastreio.

"O plano de intervenção do cancro da cavidade oral prevê chamar as pessoas que completem 40, 45, 50, 55, 60, 65 e 70 anos, durante 2017, e assim sucessivamente nos próximos cinco anos. De qualquer forma, todas as pessoas a quem já tenha sido detetada alguma anomalia já estão automaticamente no sistema, independentemente da idade", referiu.

Os utentes serão convocados para uma consulta no dentista da sua unidade de saúde e, caso existam sinais de alerta ou dúvidas, são encaminhados para a realização de uma biopsia.

"Temos cerca de 57 casos detetados anualmente e o problema é que têm uma taxa de mortalidade de 50%", indicou Rui Luís, alertando que este tipo de cancro tem "um grau de gravidade muito grande", daí "a preocupação para pôr em prática o rastreio".

O presidente do Centro de Oncologia dos Açores (COA), Raul Rego, sublinhou que o rastreio do cancro da mama é aquele que tem registado "mais adesão", acrescentando que a 31 de dezembro de 2016 ficou concluída a quarta volta.

"Na primeira volta tivemos uma taxa de participação de 51,4%, na segunda 62,3%, na terceira 71,4% e agora, concluída a quarta volta, ultrapassámos os 90,5%, o que significa que temos vindo a aperfeiçoar o modelo de mobilização e de convocação e a adesão tem crescido", frisou Raul Rego, acrescentando que "a taxa de adesão é superior nas periferias do que nos centros e entre os jovens", embora entre os idosos já comece a haver um acréscimo de adesão.

Quanto ao rastreio ao cancro do colo do útero, disse que se regista "uma taxa de cobertura boa, superior a 70%", revelando que foram rastreadas "24 mil mulheres na segunda volta que terminou em dezembro de 2016".

No caso do rastreio do cancro colo-retal, que se iniciou como experiência piloto, em 2014, no Faial, e foi posteriormente alargado ao Pico e, em 2016, a São Miguel e Santa Maria, Raul Rego afirmou que "os resultado ainda estão a ser monitorizados", porque "a primeira volta do programa terminou há dias".

O presidente do COA disse também que vai ser aplicada uma plataforma informática ao rastreio do cancro da mama para monitorizar com "exaustividade" o programa.

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