Regeneração urbana da Vila do Corvo deve arrancar em 2018

Regeneração urbana da Vila do Corvo deve arrancar em 2018

 

Lusa/Açoriano Oriental   Regional   22 de Jun de 2017, 17:42

A regeneração urbana da zona classificada da Vila do Corvo deve arrancar em 2018 e prevê a reabilitação de casas habitadas e de muitas outras abandonadas ou em ruínas.

"A zona classificada apresenta hoje muitas mazelas, muitas dissonâncias e está muito abandonada, até porque as características das construções são relativamente pequenas, o que, de alguma maneira, põe em causa ou colide com as condições e noções de conforto das pessoas", afirmou o diretor regional da Cultura, Nuno Lopes.

O diretor regional participa hoje numa sessão para discussão da proposta de financiamento e gestão do processo de regeneração urbana da zona classificada da Vila do Corvo.

Nuno Lopes adiantou que o processo de regeneração urbana da zona classificada da Vila do Corvo, ilha onde residem mais de 400 habitantes, está integrado no projeto do Ecomuseu, indicando que já "existem mais de 30 unidades habitacionais inscritas para este projeto de reabilitação".

"Há cerca de 220 unidades e todas elas são elegíveis pois precisam de uma maneira ou outra de uma melhoria, embora estejam habitáveis. O nosso objetivo é chegar às 60", explicou, acrescentando que o processo poderá arrancar a partir do próximo ano.

O responsável salientou que as primeiras casas intervencionadas deverão ser "habitações abandonadas ou em ruínas", indicando que a Direção Regional da Cultura está a fazer o levantamento das moradias através do Ecomuseu que dispõe de um gabinete técnico.

Destacando que se trata de um processo "atrativo", uma vez que permite transformar "uma casa abandonada numa moradia habitável e moderna", o diretor regional justificou a necessidade de regenerar uma zona "onde há muitos casos de casas abandonadas, completamente devolutas e em ruínas".

"As pessoas podem ter casas recuperadas sem se preocuparem e penso que é um processo atrativo", sublinhou Nuno Lopes, acrescentando 50% do financiamento é a fundo perdido através de apoios que existem ao nível da legislação regional, por via de diplomas para imóveis e conjuntos classificados, complementados por candidatura a fundos comunitários.

Além da valorização do património pessoal de cada habitante, o projeto tem "uma apetência e uma visibilidade turística enorme", salientou o diretor regional da Cultura, destacando a parceria do município neste projeto.


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