Refugiado acusa australianos de pagar para que não seguissem para a Austrália


 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Jun de 2015, 11:13

Um refugiado do Bangladesh detido na capital de Timor Ocidental, Kupang, depois da embarcação em que seguiam ter naufragado, acusou oficiais australianos de pagarem ao capitão do barco para que não continuassem viagem em águas australianas.

A notícia foi avançada pela rádio nacional da Nova Zelândia, país para onde, alegadamente, se dirigia a embarcação com 65 refugiados do Bangladesh, Sri Lanka e Myanmar que foi travada na semana passada por uma patrulha australiana.

O primeiro contacto ocorreu quando a embarcação estava ainda em águas internacionais, tendo o dinheiro sido pago posteriormente, num segundo contacto já próximo do Norte da Austrália.

Nazmul Hassan explicou que quando estavam já em águas australianas, 12 dias depois de partirem, foram travados por autoridades marítimas que lhes deram dinheiro depois de uma conversa com o capitão e tripulantes da embarcação.

Alega, segundo contou à rádio, que os oficiais australianos terão pago 7.200 dólares australianos (4.941 euros) por cada um dos passageiros a bordo, tendo grande parte desse dinheiro sido confiscado, mais tarde, pelas autoridades indonésias.

A rádio solicitou um comentário ao Departamento de Imigração e à Proteção Fronteiriça australiana, que ainda não foi dado.

"Eles deram-nos um papel a dizer para nunca tentar voltar à Austrália para ali viver e nunca usar águas australianas para chegar à Nova Zelândia", afirmou o refugiado.

Segundo a imprensa australiana, os refugiados terão sido transferidos para uma embarcação de madeira com melhores condições, receberam mantimentos e coletes salva vidas e foram escoltados até águas indonésias.

Já aí, a embarcação naufragou e os refugiados foram salvos por pescadores indonésios e detidos à sua chegada a Kupang.

Hassan apelou às autoridades da Nova Zelândia solicitando asilo devido às condições políticas nos seus países.

Um porta-voz do Ministério da Imigração disse que o grupo não poderia pedir asilo se não estivesse na Nova Zelândia mas que poderia pedir ajuda à Austrália.

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