Reformas devem ser aceleradas em vários países da zona euro


 

Lusa/AO online   Economia   2 de Out de 2014, 16:37

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmou que alguns países da zona euro devem "acelerar claramente" a aplicação de reformas, sem apontar nomes.

 

"As reformas devem claramente ser aceleradas em vários países", afirmou Draghi na sua conferência de imprensa mensal.

Os países que já encetaram este caminho "não devem destruir os progressos alcançados", acrescentou.

Para Draghi, a política monetária expansiva do BCE "contribui para apoiar a atividade", mas para "favorecer o investimento, a criação de emprego e o crescimento" é preciso que haja "outros tipos de políticas".

O presidente do BCE disse que é necessário reformar "os mercados do trabalho e da produção" e "melhorar o clima económico das empresas".

Os países da zona euro "devem permanecer no quadro do Pacto de Estabilidade e Crescimento", defendeu Draghi, considerando que as regras atuais já garantem "flexibilidade" suficiente para "suportar o custo orçamental das reformas estruturais" e "apoiar a procura" sem aumentar a dívida pública.

"Os países que têm margens orçamentais devem usar usá-las", afirmou, no que foi interpretado como uma mensagem para a Alemanha.

Na sua reunião mensal, excecionalmente realizada em Nápoles, Itália, o BCE decidiu manter inalterada a taxa de juro diretora no mínimo histórico de 0,05%.

Nas ruas de Nápoles, milhares de manifestantes protestaram contra as políticas de austeridade e gritaram 'slogans' contra o BCE.



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