Redução do horário de trabalho implica readapção de turnos na saúde

Redução do horário de trabalho implica readapção de turnos na saúde

 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Jan de 2016, 16:40

A reposição das 35 horas de trabalho semanais implicará nos trabalhadores da área da saúde uma readaptação dos três turnos já existentes, mas deve ser acompanhada de recrutamento de pessoal, segundo a Federação dos Sindicatos em Funções Públicas.

 

Luís Pesca, da Federação Nacional dos Sindicatos em Funções Públicas e Sociais, considera que a passagem para as 40 horas de trabalho não resolveu o “grande défice” de trabalhadores auxiliares e administrativos na área da saúde.

Por outro lado, também não é a passagem às 35 horas por semana que trará impactos no funcionamento que decorre do trabalho destes funcionários.

Como tal, considera que a passagem às 35 horas na administração pública apenas implicará uma ligeira readaptação nos três turnos habituais dos trabalhadores da saúde: “não é por um trabalhador fazer mais uma ou menos uma hora de trabalho por dia que se altera a constituição dos três turnos”.

Em declarações à agência Lusa, Luís Pesca vinca a necessidade de a reposição das 35 horas ser acompanhada de um recrutamento de pessoal, que já era uma necessidade antes das 40 horas e continuou a sê-lo.

Os funcionários públicos passaram a trabalhar 40 horas por semana a partir de 28 de setembro de 2013.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, já reafirmou que a redução do horário de trabalho em funções públicas deverá fazer-se sem custos adicionais para o Estado.

O plenário da Assembleia da República aprovou a 15 de janeiro, na generalidade, os projetos de lei do PCP, Verdes, Bloco de Esquerda e PS para repor o horário de trabalho semanal de 35 horas, seguindo-se agora a discussão na Comissão Parlamentar de Trabalho.


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