Redução de forças nas Lajes não afecta relação bilateral nem importância da base


 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Nov de 2012, 06:13

A decisão de reduzir as forças norte-americanas nas Lajes não reduz a importância da relação bilateral entre os Estados Unidos e Portugal e não afeta a importância estratégica da base, afirmou hoje a embaixada norte-americana em Lisboa.

Numa nota enviada à agência Lusa, a embaixada confirma ter “informado o Governo português da decisão final tomada pelo secretário da Defesa para modificar a estrutura das forças dos Estados Unidos na base aérea das Lajes”.

“A decisão enquadra-se nos esforços do Governo dos Estados Unidos em todo o mundo para garantir que estamos a afetar o nível adequado de recursos para realizar as nossas importantes missões”, lê-se na nota.

Evocando a relação bilateral “longa, mutuamente benéfica e produtiva” numa “ampla série de áreas”, a embaixada assegura que esta decisão “em nada diminui a importância da relação bilateral nem afeta a importância estratégica da base aérea das Lajes”.

A nota termina remetendo quaisquer esclarecimentos adicionais para o governo português.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou, na sexta-feira passada, que os Estados Unidos informaram Portugal da aprovação de uma proposta da Força Aérea norte-americana que prevê uma “forte redução” da presença na base das Lajes, Açores.

Segundo o porta-voz do MNE, a informação foi dada na segunda-feira anterior e transmitida dois dias depois ao Governo Regional dos Açores.

No sábado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, assegurou que Portugal vai tomar "em breve" uma posição sobre a redução da presença norte-americana nas Lajes e afirmou que essa alteração “terá obviamente consequências".

A intenção de reduzir a presença norte-americana na base foi inicialmente comunicada ao Governo português pelo secretário da Defesa, Leon Panetta, num encontro em Washington, no final de fevereiro, com o homólogo português, José Pedro Aguiar-Branco.

A medida insere-se na revisão da presença norte-americana no estrangeiro, devido aos cortes previstos no orçamento do Departamento de Defesa.



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