Recuo do Governo na TSU é "prova de que se deve pensar duas vezes" diz António Costa


 

Lusa/AO online   Economia   24 de Set de 2012, 12:45

O presidente da Câmara de Lisboa comentou esta segunda-feira, em Bruxelas, que o recuo do Governo na alteração da Taxa Social Única (TSU) é "a prova de que se deve pensar duas vezes" antes de se avançar com medidas.

“Acho que neste momento as coisas voltaram à estaca zero, vamos ver como é que se reinicia todo este debate para o Orçamento de 2013”, afirmou o autarca socialista, em declarações à Lusa, à margem de numa reunião do Comité das Regiões.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou hoje que o Governo está a preparar uma proposta de aumento de impostos, incluindo o IRS, para compensar uma devolução parcial dos subsídios de Natal e de férias retirados ao setor público e pensionistas.

Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa, Passos Coelho afirmou que "o IRS será imposto privilegiado para o fazer", mas adiantou que "a tributação sobre o capital e sobre o património" poderão também "ajudar a fazer esta compensação".

Segundo o primeiro-ministro, esta proposta está a ser trabalhada pelo Governo como alternativa às alterações à Taxa Social Única (TSU), medida que considerou ter sido "mal entendida" e ter visto os seus propósitos "subvertidos".

No entanto, Passos Coelho referiu que está ainda em discussão com os parceiros sociais a possibilidade de haver uma "descida seletiva" da TSU, que disse não ser consensual.

De acordo com Passos Coelho, a disponibilidade do Governo para encontrar uma alternativa às alterações à TSU apresentadas no dia 7 deste mês - um aumento de 11 para 18 por cento nas contribuições dos trabalhadores e uma descida de 23,75 para 18 por cento para as empresas - "foi bem acolhida por todos os parceiros" na reunião de hoje da Comissão Permanente da Concertação Social.



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