Recomendada desocupação de cinco casas de zona de risco na Ribeira Quente

Recomendada desocupação de cinco casas de zona de risco na Ribeira Quente

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Jun de 2016, 12:56

O Laboratório Regional de Engenharia Civil (LREC) dos Açores recomendou a desocupação de cinco casas em zona considerada de "perigo" na Ribeira Quente, três das quais habitadas, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara da Povoação.

“O que diz o parecer do LREC é que aquelas cinco habitações estão numa zona de risco e que as famílias que estão lá a morar terão de ser realojadas em definitivo, ou seja, terão de sair daquela zona e teremos de arranjar outras casas”, afirmou Pedro Melo.

O autarca explicou que a situação remonta a janeiro, quando o mau tempo provocou deslizamentos de terras na zona onde estão as cinco casas.

O LREC monitorizou a zona, realizando trabalhos de prospeção geológica e geotécnica que identificaram uma fenda no talude que poderia originar mais deslizamentos de terras, referiu Pedro Melo.

“O LREC diz que há algumas fissuras do referido talude e que pode meter em perigo as famílias se continuarem a viver na mesma zona. Desta vez, felizmente, não houve feridos, mas da próxima vez ninguém pode garantir que não aconteça. O melhor mesmo é colocar estas famílias em local seguro e aquela será uma zona que não poderá ser mais habitada”, disse o autarca.

Entre as cinco casas da rua José de Sousa duas não são de habitação permanente e nas restantes residiam um total de 11 pessoas de três agregados familiares que estão realojadas transitoriamente em casa de familiares, aguardando por uma solução permanente.

“Já começámos um trabalho de pesquisa na freguesia de outras habitações para realojarmos estas três famílias em definitivo, já que pretendem continuar a viver na Ribeira Quente. Estamos a fazer um esforço para tentar encontrar moradias para estas mesmas famílias”, explicou Pedro Melo.

O autarca adiantou que, relativamente às outras duas casas, uma está em ruína e a outra é propriedade de um emigrante, sendo que os proprietários deverão ser indemnizados.

O Governo Regional dos Açores, a Câmara da Povoação e a Junta de Freguesia da Ribeira Quente estão a acompanhar o processo de realojamento definitivo das três famílias, acrescentou o presidente do município.

 


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