Receitas dos serviços móveis caem 10,3% no 2º trimestre

Receitas dos serviços móveis caem 10,3% no 2º trimestre

 

Lusa/AO online   Economia   28 de Ago de 2014, 16:23

As receitas dos serviços móveis diminuíram 10,3% no segundo trimestre, para 911 milhões de euros, face ao mesmo período de 2013, mas os minutos de conversação originados nestas redes aumentou 7,8%, divulgou a Anacom.

 

Segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), face ao primeiro trimestre do ano o crescimento do volume de minutos de conversação com origem nas redes móveis foi de 3,1% de abril a junho, estando “associado, sobretudo, ao acréscimo do tráfego ‘off-net’, na sequência da introdução de ofertas com chamadas ‘ilimitadas’ e da eliminação da diferenciação tarifária’ on-net/off-net’, nomeadamente nas ofertas em pacote”.

No final de junho, a penetração do serviço móvel ascendeu a 155,7 por 100 habitantes, sendo que a taxa de penetração das estações móveis com utilização efetiva foi de 122,4 por 100 habitantes.

De acordo com a Anacom, no segundo trimestre continuou a registar-se a “migração de assinantes de planos pré-pagos para planos combinados/híbridos e, em menor número, para planos pós-pagos, nomeadamente associados a ofertas ‘multiple play’ que integram serviços fixos e móveis”, com cerca de 16% dos clientes residenciais do serviço telefónico móvel a aderirem a este tipo de ofertas.

De abril a junho, o total de utilizadores efetivos de serviços típicos da banda larga móvel rondou os 4,4 milhões, o que representa uma descida de 4,5% face ao trimestre anterior e um aumento de 7,6% em relação ao trimestre homólogo de 2013.

Segundo a Anacom, o crescimento homólogo “deve-se ao acesso à Internet através do telemóvel, nomeadamente à opção por tarifários que integram voz e dados móveis e à crescente utilização de ‘smartphones’.

Quanto ao número de minutos de conversação por estação móvel com utilização efetiva - excluindo placas/’modem’ e equipamentos ‘machine-to-machine’ (M2M) - foi, em média, de 171 por mês. Destes, 118 foram minutos ‘on-net’, 36 foram minutos ‘off-net’, oito tiveram como destino a rede fixa, três números curtos/não geográficos e seis redes internacionais.

Em média, a duração das chamadas originadas na rede móvel - excluindo placas/‘modem’ e equipamentos M2M - foi de 153 segundos por chamada, mais quatro segundos do que no segundo trimestre de 2013.

Relativamente aos utilizadores do serviço de mensagens curtas (SMS), enviaram menos 11,9 por cento de mensagens face ao período homólogo, tendo o número médio mensal de mensagens enviadas por utilizador sido de 255 (307 no período homólogo), o que representa cerca de nove mensagens por dia.

“O abrandamento registado nos últimos trimestres deve-se ao aparecimento de formas de comunicação alternativas”, refere a Autoridade Nacional de Comunicações, especificando que o número de mensagens de valor acrescentado foi 24,3 milhões, correspondente a 0,4 por cento do total de mensagens enviadas.

Segundo a Anacom, o número de utilizadores dos serviços de mensagens multimédia (MMS), ‘mobile’ TV e videochamadas “continua relativamente baixo”, com o tráfego registado no segundo trimestre a recuar face ao trimestre homólogo (menos 8,4% no caso do MMS e menos 36,1% no serviço ‘mobile’ TV), com exceção do serviço de videochamada, que teve um aumento de 24,7 e 20,6% no número de videochamadas e no volume de tráfego, respetivamente.

Quanto ao tráfego de ‘roaming out’, excetuando o envio de mensagens, aumentou em relação ao período homólogo, em particular o de Internet, sendo esta evolução associada à entrada em vigor do Regulamento III do ‘roaming ‘internacional que impôs uma descida de preços nos serviços de voz, SMS e dados (Internet e MMS).

Em alta esteve também o tráfego de ‘roaming in’, destacando-se, em comparação com o período homólogo, o acréscimo do tráfego de Internet.

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