Receitas da Azores Airline cresceram 25% em 2016 devido à venda de bilhetes

Receitas da Azores Airline cresceram 25% em 2016 devido à venda de bilhetes

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Mar de 2017, 15:43

A companhia aérea Azores Airlines obteve em 2016 um crescimento das receitas, devido ao aumento em 25% da venda de bilhetes, anunciou hoje o presidente do Conselho de Administração do grupo SATA.

 

“Nós crescemos em termos da Azores Airlines 25% na nossa receita de bilhetes vendidos. Isto demonstra bem que a nossa aposta está certa”, afirmou Paulo Menezes, após ter sido ouvido pelos deputados da Comissão Permanente de Economia, dos Parlamento dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, comunicou no início do mês à Assembleia Legislativa Regional, a recondução de Paulo Menezes na presidência do Conselho de Administração da SATA - Sociedade de Transportes Aéreos, SGPS, que engloba a Azores Airlines.

A legislação regional em vigor prevê a audição prévia pelos deputados regionais dos nomes escolhidos para a presidência de empresas públicas.

Apesar dos resultados finais da Azores Airlines, referentes a 2016, não estarem ainda fechado, Paulo Menezes referiu “em setembro os resultados operacionais estavam praticamente equilibrados”, sendo que a aposta no reforço das ligações, nomeadamente com os Estados Unidos da América, Canadá e Portugal continental está dar “resultados positivos”.

Aos deputados Paulo Menezes revelou, ainda, que no último ano constatou-se, também, um aumento do custo com pessoal, na ordem dos 2,4%.

“Conseguimos voar mais, utilizando melhor os equipamentos. Há muito por fazer, sem crescer em número de equipamentos e tripulações”, disse Paulo Menezes, alegando que no último ano a SATA ofereceu dois milhões de lugares, dos quais 900 mil nos voos entre as ilhas e 1.100 para fora dos Açores.

Questionado pelos jornalistas quanto às contas da SATA Air Açores, companhia que voa entre as nove ilhas do arquipélago, Paulo Menezes limitou-se a dizer que se trata de “um cenário diferente”, que a preocupação é manter a estabilidade da companhia e a operação deve ser olhada ao abrigo das obrigações de serviço público.

“Foi totalmente liquidado o valor respeitante ao primeiro ano das obrigações de serviço público no entre as ilhas e, além disso, liquidado também uma parcela respeitante a dívidas antigas”, revelou o presidente do Grupo SATA, esclarecendo que foi entregue pelo Governo Regional cerca de 30 milhões de euros.

Sem adianta valores, Paulo Menezes garantiu aos deputados que já terminou a primeira ronda de contactos com os bancos para o plano de refinanciamento e que a abertura das instituições de crédito “foi boa”.

O deputado social democrata, Luis Garcia, criticou a forma “pouco séria” como Paulo Menezes utilizou em novembro último o número de voos e a taxa de ocupação nas ligações Horta – Lisboa para justificar a decisão de não aumentar as frequências diretas em julho e agosto.

“Escolheu 95 voos num universo de 629. Omitiu parte da informação para fundamentar uma decisão. É uma forma pouco séria de abordar este assunto”, vincou Luís Garcia.

Paulo Menezes anunciou que em 2017 haverá mais voos e mais lugares para o Faial durante todo o ano, passando de 637 voos em 2016 para 674 este ano, o que significa mais 6.000 lugares disponíveis.

O presidente do Conselho de Administração da SATA lamentou a forma como se pronunciou o deputado Luís Garcia, disponibilizando-se a mostrar-lhe todos os números, pois “o senhor deputado não conhece a realidade completa”.

Desde dezembro de 2015 que Paulo Menezes exerce a administração do grupo SATA, tendo substituído no cargo Luís Parreirão.


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