Reabilitação do Porto Novo, na ilha açoriana do Corvo, vai avançar

Reabilitação do Porto Novo, na ilha açoriana do Corvo, vai avançar

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Abr de 2016, 11:41

O Governo dos Açores aprovou a contratação da empreitada de reabilitação do Porto Novo e zona envolvente, na ilha do Corvo, num investimento a realizar em parceria com a câmara municipal, anunciou hoje a secretária regional Isabel Rodrigues.

 

“Esta empreitada integra-se no projeto de reabilitação dos moinhos e da construção da Casa do Bote, já concluída, estruturas que se localizam nas proximidades do porto e que estão histórica e culturalmente ligadas”, disse Isabel Rodrigues, na leitura do comunicado do Conselho do Governo que reuniu na quinta-feira em Vila do Corvo, no âmbito da visita estatutária que o executivo açoriano termina hoje à mais pequena ilha do arquipélago.

A secretária regional adjunta da Presidência para os Assuntos Parlamentares salientou que se prevê “uma intervenção minimalista que respeite as características do espaço, com vista à recuperação do porto e à melhoria do seu acesso e das condições para a prática da atividade balnear”.

No comunicado, cuja primeira parte inclui outras deliberações relativas ao Corvo, como diversos apoios a entidades e à agricultura, além de obras, destaca-se, ainda, o desenvolvimento de um “programa de monitorização permanente da qualidade da água da lagoa do Caldeirão”, a partir de junho.

Além disso, a Direção Regional do Ambiente “passará a efetuar amostragens físico-químicas” na lagoa, para “avaliar o estado destas massas de água e classificar o seu estado trófico”.

“Com esta medida, o Governo dos Açores prossegue a sua política de conservação ambiental e de promoção da qualidade da água na lagoa do Caldeirão, que constitui um valioso património natural e uma das principais atrações turísticas” do Corvo e da região, declarou a governante.

O executivo açoriano determinou, também, a aquisição de novos equipamentos para o Centro de Reabilitação de Aves Selvagens (CERAS) do Corvo, “dotando esta estrutura de melhores condições para o acolhimento e reabilitação de aves selvagens no grupo ocidental” dos Açores.

“O CERAS do Corvo foi a primeira estrutura no arquipélago destinada a recuperar e reabilitar aves selvagens, integrando a rede regional composta pelo CERAS do Pico (grupo central) e o futuro CERAS de São Miguel (grupo oriental)”, esclareceu Isabel Rodrigues, destacando que “este centro desenvolve também importantes ações ao nível da educação ambiental e da preservação de espécies”.

Segundo a secretária regional, o CERAS contempla, atualmente, “um espaço com as condições adequadas ao tratamento das aves e inclui também um espaço exterior, onde se disponibilizam as condições adequadas à recuperação e reabilitação das espécies”.

No espaço exterior, processa-se a transição entre o cativeiro e a liberdade das aves.

 

 


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