Raul Castro confirma restabelecimento de relações diplomáticas com os EUA

Raul Castro confirma restabelecimento de relações diplomáticas com os EUA

 

Lusa/AO online   Internacional   17 de Dez de 2014, 17:26

O líder cubano Raul Castro anunciou que Cuba concordou restabelecer relações diplomáticas com os Estados Unidos, congeladas desde 1961, indicando, no entanto, que ainda falta resolver a questão do embargo económico imposto por Washington.

 

“Concordámos restabelecer as relações diplomáticas depois de mais de meio século", disse Raul Castro, numa declaração transmitida a partir de Havana.

O líder cubano acrescentou, no entanto, que a questão do embargo comercial imposto pelos Estados Unidos, que designou como “bloqueio”, continua por resolver.

A intervenção de Castro foi feita em simultâneo com uma declaração do Presidente norte-americano, Barack Obama, a partir da Casa Branca, em Washington.

A histórica aproximação entre os dois países ocorre no mesmo dia em que Washington e Havana anunciaram uma troca de prisioneiros: Alan Gross, um norte-americano detido a 3 de dezembro de 2009 em Cuba e condenado a 15 anos de prisão, e três cubanos, membros do grupo que ficou conhecido como “Cinco de Cuba”, que foram condenados em 2001 por espionagem.

"Gerardo (Hernandez), Ramon (Labanino) e Antonio (Guerrero) chegaram hoje à nossa pátria”, anunciou Castro.

“Esta decisão do Presidente americano merece o respeito e o reconhecimento do nosso povo”, acrescentou o líder cubano, antes de confirmar a libertação “humanitária e unilateral” de Alan Gross.

Washington sempre condicionou um eventual levantamento do bloqueio a Cuba à libertação deste cidadão norte-americano, de 65 anos, um antigo funcionário da agência federal norte-americana para o desenvolvimento internacional (USAID), um organismo do Departamento de Estado norte-americano.

Um representante norte-americano divulgou hoje entretanto que Cuba concordou libertar 53 presos políticos.

Ainda na declaração a partir da capital cubana, Raul Castro também “agradeceu o apoio do Vaticano” no processo de aproximação entre os dois países.


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