Rainha Isabel II cumpre momento de silêncio em memória das vítimas

Rainha Isabel II cumpre momento de silêncio em memória das vítimas

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   23 de Mai de 2017, 17:40

Vários membros da família real britânica, incluindo a rainha Isabel II, cumpriram um momento de silêncio em memória das vítimas do atentado suicida em Manchester, noroeste de Inglaterra, que fez na segunda-feira pelo menos 22 mortos.

Acompanhada pelo marido, o príncipe Filipe, pelo filho mais velho, o príncipe Carlos, e a sua mulher Camilla, a rainha de Inglaterra cumpriu o momento de silêncio quando chegou a um evento que decorria nos jardins do Palácio de Buckingham, residência oficial da monarca.

Após o momento de silêncio, ouviu-se o hino nacional.

Poucas horas antes, Isabel II já tinha qualificado o atentado em Manchester como um “ato bárbaro”.

“A nação inteira está chocada (…) expresso a minha mais profunda simpatia a todos aqueles que foram afetados por este terrível acontecimento, em particular às famílias e aos amigos dos que foram mortos ou feridos” neste “ato bárbaro”, referiu a monarca britânica, num comunicado.

Primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, o príncipe Carlos e a sua mulher Camilla também emitiram um comunicado, no qual afirmaram ter ficado “profundamente chocados” com os acontecimentos em Manchester e apresentaram as condolências às famílias das vítimas.

O príncipe de Gales e a duquesa da Cornualha acrescentaram que o facto de existir “um grande número de pessoas”, muitas delas jovens, que perdeu a vida “nesta atrocidade tão aterradora, é profundamente perturbador” e admitiram sentir “uma intensa tristeza”.

"Palavras não podem expressar de forma adequada o que muitas famílias devem estar a sentir neste momento extremamente difícil", acrescentou o comunicado.

Também o príncipe William, filho mais velho de Carlos e segundo na linha de sucessão ao trono britânico, emitiu uma mensagem através do Palácio de Kensington (a sua residência oficial) em que assinalou que, “como todos no mundo”, ele, a sua mulher Kate Middleton e o seu irmão, o príncipe Harry, ficaram “chocados e tristes” com os acontecimentos em Manchester.

“Centenas de amigos, pais, crianças e casais enfrentam hoje uma dor inimaginável e enviamos a todos as nossas condolências”, indicou a nota informativa, que agradeceu ainda aos habitantes de Manchester “pela demonstração de força, decência e de comunidade, um exemplo para o mundo”.

Pelo menos 22 pessoas morreram, além do atacante, e 59 ficaram feridas neste atentado.

Uma das vítimas mortais do atentado de segunda-feira é uma criança de oito anos e pelo menos 12 dos 59 feridos são crianças com menos de 16 anos, segundo fontes oficiais.

O comandante da polícia de Manchester, Ian Hopkins, disse que as autoridades suspeitam que o responsável foi um homem apenas, que morreu na explosão e que “transportava um engenho explosivo improvisado, que detonou, causando esta atrocidade”.

Fez-se explodir junto de uma das saídas da Manchester Arena onde terminava um concerto da cantora ‘pop’ norte-americana Ariana Grande.

As autoridades britânicas, que estão a tratar este caso como um "incidente de terrorismo”, já anunciaram a detenção de um homem de 23 anos alegadamente relacionado com o atentado.

O atentado foi entretanto reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

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