Quota do goraz vai aumentar 101 toneladas este ano nos Açores

Quota do goraz vai aumentar 101 toneladas este ano nos Açores

 

Lusa / AO online   Regional   18 de Jul de 2015, 12:24

A quota de pesca do goraz vai aumentar este ano nos Açores em 101 toneladas, passando para 869 toneladas, apesar da captura deste peixe estar atualmente suspensa, por já se ter atingido 70% dessa quota.

 

O anúncio foi feito hoje pelo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Abreu, no final de uma reunião realizada em Ponta Delgada com a cooperativa Porto de Abrigo, uma das associações açorianas que mais tem contestado a suspensão temporária da pesca do goraz.

"Foi publicado hoje no Jornal da União Europeia, um acréscimo de 101 toneladas de quota de goraz para este ano", realçou o governante, acrescentando que, contudo, a quota continua a ser "restritiva", o que poderá obrigar a uma nova paralisação da pesca, eventualmente em outubro.

Em causa está a redução da quota de goraz imposta nos anos anteriores pela União Europeia aos pescadores açorianos, contestada não apenas pela classe piscatória, como pelo Governo Regional, que lembram que a própria frota já faz uma pesca "seletiva" desta espécie, uma das mais procuradas na região.

O Governo decidiu, após negociação com a Federação de Pescas dos Açores, suspender por 15 dias a pesca do goraz na região, entre 15 e 31 de julho, devido à captura intensiva desta espécie.

Liberato Fernandes, da Cooperativa Porto de Abrigo, discorda desta paralisação, porque alega que nem todas as ilhas pescaram goraz em demasia, e que esses acabaram por ser "penalizados".

"Temos uma proposta concreta para que a pesca passasse a ter uma gestão acompanhada e que houvesse redução do esforço de pesca nos meses de reprodução da espécie, ou seja, em janeiro, fevereiro e março", defendeu Liberato Fernandes.

O dirigente associativo entende, no entanto, que essa paralisação deve ser acompanhada de um apoio financeiro, que compense os profissionais pelo tempo que estiverem impedidos de sair para o mar.

O secretário regional do Mar discorda, no entanto, desta proposta da Porto de Abrigo, argumentando que a Região "não pode estar a "contestar a redução da quota junto da União Europeia", por um lado, e depois exigir subsídios, alegando razões biológicas, por outro.


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