Quercus pede ajuda à CGTP para trabalhadores expostos a amianto


 

Lusa/AO Online   Nacional   23 de Jul de 2014, 07:22

A Quercus alertou para a falta de vigilância dos trabalhadores do Estado expostos ao amianto, através da medicina do trabalho, e vai pedir o apoio da CGTP para tentar resolver o problema.

 

"Vamos ter uma reunião com a CGTP porque continuamos a ver alguma fragilidade na proteção dos trabalhadores ao nível da exposição ao amianto", disse hoje à agência Lusa Carmen Lima, da Quercus.

Esta preocupação centra-se mais naqueles "que se sabe estiveram expostos ou aqueles que trabalham em edifícios onde se sabe que existe amianto", especificou a especialista.

Os ambientalistas têm hoje uma reunião com a CGTP para "expôr esta questão e apelar ao apoio da central sindical numa tentativa de alertar" para este problema.

"Temos verificado que o facto de estarem expostos a amianto não tem sido considerado em termos de saúde ocupacional, com qualquer vigilância médica", alerta Carmen Lima, apontando os exemplos dos edifícios da Direção Geral de Energia, da Biblioteca Nacional ou do IVA.

Estes são imóveis do Estado, "de onde se retirou amianto e se sabe que o amianto estava em locais onde as pessoas estavam a trabalhar", acrescentou.

Segundo a Quercus, em qualquer destes três edifícios, em termos de saúde ocupacional, "não houve qualquer avaliação ou preocupação em considerar uma avaliação em termos de diagnóstico ou prevenção" da parte do empregador, ou seja, do Estado.

Carmen Lima referiu que, nos casos daqueles três edifícios, "há um défice de apoio", mas acrescentou não saber se da parte do empregador ou por falta de sensibilização dos médicos de saúde ocupacional.

"Verificamos que estes trabalhadores não têm qualquer indicação de vigilância médica por exposição a amianto", insistiu.

Os trabalhadores são seguidos na área de saúde ocupacional e, dependendo do risco que têm no desenvolvimento da sua função, como estar exposto ao sol, a um agente químico, ou ao amianto, o médico de trabalho deverá definir que tipo de exames são mais indicados e com que periodicidade, para ser possível detetar se estão a ser afetados.

A Quercus tido recebido contactos de algumas escolas que estão na expetativa da realização de intervenções para retirar amianto, durante as férias de verão, disse ainda a ambientalista.



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