Quase 50% da população com ensino básico e 60% dos desempregados com menos de 610 euros/mês

Quase 50% da população com ensino básico e 60% dos desempregados com menos de 610 euros/mês

 

Lusa/AO online   Nacional   13 de Mai de 2016, 11:56

Quase metade da população com o ensino básico e mais de 60% dos desempregados vivia em 2014 com menos de 610 euros mensais, revela o Rendimento e Condições de Vida divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

O estudo do INE aponta uma redução, em 2014, da assimetria na distribuição dos rendimentos entre os grupos da população com maiores e menores recursos, observando-se a redução dos indicadores de desigualdade face ao ano anterior.

Manteve-se, contudo, “uma assimetria muito significativa relativamente aos 10% da população com maiores recursos em comparação com as restantes classes de rendimento”, sublinha o relatório, indicando que "emprego e mais educação significam mais rendimento".

“Não só mais de 40% da população desempregada vivia em 2014 com um rendimento inferior ao limiar de pobreza (422 euros/mês), como 67,4% vivia com um rendimento equivalente inferior a cerca de 610 euros mensais”, refere o inquérito, realizado em 2015 sobre o rendimento das famílias no ano anterior,

Ao contrário, mais de 70% da população empregada tinha, em 2014, um rendimento superior a cerca de 610 euros mensais, incluindo mais de 50% com um rendimento superior a 800 euros por mês.

O INE observa que mais de metade da população que tinha terminado o ensino secundário posicionava-se nas duas classes de rendimento mais elevadas.

No conjunto dos 20% da população com rendimentos mais elevados em 2014 (superiores a 1.110 euros mensais), 57,5% tinha o ensino superior e 26,2% tinha emprego.

No conjunto da população reformada, 41% tinham rendimentos inferiores a 610 euros, sendo que os restantes 59% se distribuíam de “forma razoavelmente equitativa pelas três classes de rendimento mais elevadas”.

Já um quarto das crianças e jovens viveu com um rendimento equivalente inferior a 428 euros mensais, em 2014, “o que reflete as condições relativamente desfavorecidas das famílias com crianças”.

Nas duas classes de rendimentos mais elevados (superiores a 800 euros/mês) foram mais frequentes as pessoas em idade ativa, refere o INE, sublinhando que “estar empregado aumentava a possibilidade de um rendimento mais elevado”.

O INE destaca que, em 2014, o rendimento monetário disponível por adulto equivalente dos 10% da população com maiores recursos (em média, 26.127 euros anuais) e o rendimento dos 10% da população com mais baixos recursos (em média, 2.469 euros no ano), foi 10,6 maior.

“A análise dos rendimentos médios equivalentes por classes de rendimento entre 2004 e 2014 evidencia não só esta desigualdade entre extremos da distribuição, mas também a permanente assimetria do rendimento da população com maiores recursos relativamente às restantes classes”, sublinha.

O inquérito observou que a desigualdade de género foi maior para as classes de rendimento mais reduzido (inferiores a 610 euros mensais) e para os 20% da população com maiores recursos (superiores a 1.110 euros/mês), em desfavor das mulheres nos dois casos.


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