Sociedade

Quase 1300 familias apoiadas com 334 mil euros pelo Fundo Social Solidário

Quase 1300 familias apoiadas com 334 mil euros pelo Fundo Social Solidário

 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Out de 2011, 21:30

 Quase 1.300 famílias, com 3.875 pessoas, foram apoiadas pelo Fundo Social Solidário (FSS) que lhes destinou 334 mil euros, a que somam mais 214 mil euros das Dioceses, informou hoje a Conferência Episcopal Portuguesa.

“Prevalecem os problemas com habitação, seguindo-se os relacionados com saúde, educação, o endividamento e, por último, muitos outros da mais variada ordem”, concluíram os representantes de 11 dioceses que se reuniram hoje em Fátima na primeira assembleia do FSS, de acordo com um comunicado hoje divulgado. A Conferência episcopal considerou “muito graves” as situações que se têm “revelado insuperáveis” para as equipas diocesanas, com origem no desemprego que afeta principalmente os jovens e que obriga muitos deles a regressar a casa dos pais. Os encargos com a habitação, nomeadamente os endividamentos com rendas, mensalidades de empréstimos bancários, energia, água e gás constituem outra das preocupações, segundo o comunicado, assim como os “problemas psíquicos” dos jovens e de outras pessoas atingidas pela crise. Também os idosos “isolados e maltratados, que acabam por ser cúmplices por receio de denunciar os familiares”, e os estudantes imigrantes, provenientes do Países de Expressão Portuguesa que estão sem meios de subsistência e sem possibilidade de não só prosseguir os estudos como de sobreviver com o mínimo de dignidade, são outras preocupações. A Conferência Episcopal destacou ainda a sua preocupação com as “centenas” de portugueses que trabalharam em Espanha, julgando estarem a fazer os descontos legais e, como tal não aconteceu, ficaram sem direito ao subsídio de desemprego e as “dificuldades” em que se encontram muitas famílias com os salários penhorados para satisfazerem o pagamento de dívidas e que não podem aceder a qualquer tipo de apoio social estatal. Entre as recomendações, destacou a necessidade de “maior cuidado e intervenção" da entidade reguladora competente para evitar a “publicidade enganosa e de verdadeiro assédio que tem contribuído” para o empobrecimento material e moral de “muitos” portugueses.


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