Quase 100 pessoas em prisão domiciliária com pulseira eletrónica por violência doméstica

Quase 100 pessoas em prisão domiciliária com pulseira eletrónica por violência doméstica

 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Ago de 2012, 12:04

Quase uma centena de pessoas encontra-se atualmente em prisão domiciliária com pulseira eletrónica, em Portugal, por crimes de violência doméstica, segundo dados oficiais da Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) fornecidos à agência Lusa.

No total, estão em vigilância eletrónica em Portugal 771 pessoas, 99 delas por crimes de violência doméstica, encontrando-se obrigadas a ficar em casa e com proibição de contactos.

Segundo dados divulgados este mês pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a associação recebe uma média de 19 denúncias de violência doméstica por dia, o que aponta para mais de 76 mil casos, nos últimos 11 anos.

Só no ano passado, a APAV recebeu 591 casos de pedidos de ajuda por violência doméstica.

Ainda segundo os dados dos serviços prisionais, a maioria das 771 pessoas que se encontram em vigilância eletrónica situa-se na área metropolitana de Lisboa (244), seguindo-se o Norte (236), o Centro (119), o Sul (70) e as Regiões Autónomas (42).

Com a vigilância eletrónica que obriga à permanência na residência, o Estado poupa uma média, por pessoa, superior a 30 euros.

Segundo a DGSP, tendo em conta valores de 2011, a vigilância eletrónica convencional fica a 16,35 euros, enquanto o custo médio diário de um recluso é de 47,81 euros.

Das 771 pessoas em vigilância eletrónica neste momento, em Portugal, 500 delas estão obrigadas a ficar em casa, em cumprimento de uma medida de coação.

Quanto à taxa de sucesso da vigilância eletrónica, os serviços prisionais apontam para uma percentagem sempre acima dos 90%, desde 2007.

Entre janeiro e junho deste ano, a taxa de sucesso foi de 97%, o que significa que apenas 3% dos detidos em vigilância eletrónica infringiu as regras.


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