Quase 1/4 dos produtos consumidos por portugueses estão fora da Roda dos Alimentos

Quase 1/4 dos produtos consumidos por portugueses estão fora da Roda dos Alimentos

 

LUSA/AO Online   Nacional   29 de Jul de 2017, 15:25

Bolos, doces, bolachas, ‘snacks’ salgados, pizzas, refrigerantes e bebidas alcoólicas representam quase um quarto do consumo total alimentar dos portugueses, segundo um relatório da Direção-geral da Saúde que é hoje divulgado.

“Vinte e um por cento dos alimentos consumidos não estão incluídos na Roda dos Alimentos”, refere Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável. No caso das bebidas, apesar de a água ser a bebida mais consumida pela população portuguesa, o “consumo inadequado” de refrigerantes é uma realidade, sobretudo nps adolescentes, com um consumo médio de 164 gramas por dia. São 43% os adolescentes que referem beber diariamente refrigerantes e consomem em média mais do que um refrigerante por dia. O consumo de fruta e hortícolas encontra-se, a nível nacional, abaixo do que é recomendado e, pelo contrário, o consumo de carne, pescado e ovos está acima dos valores aconselhados. Os resultados do consumo alimentar da população portuguesa revelam, segundo o relatório, “disparidades significativas” entre os diferentes grupos etários. As crianças e os adolescentes são os que consomem maior quantidade de leite, iogurte e cereais de pequeno-almoço, mas em contrapartida são o grupo que menos ingere fruta e produtos hortícolas. Em todas as faixas etárias a carne é mais consumida do que o pescado. Através de dados do Inquérito Alimentar Nacional 2015/2016 e do Inquérito Nacional de Saúde Física realizado em 2015 e agora publicados, o relatório vinca que há uma “profunda desigualdade na distribuição da doença”, que é influenciada pelo gradiente social. No fundo, os menos escolarizados e mais pobres têm maior carga da doença e fazem piores escolhas alimentares. No que se refere à obesidade infantil, que tem sido estudada nos últimos anos, Portugal apresenta alguma estabilização entre 2008 e 2013, embora ainda acima da média europeia.



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