Putin defende coligação antiterrorista

Putin defende coligação antiterrorista

 

Lusa/AO online   Internacional   16 de Nov de 2015, 17:18

O Presidente russo defendeu que os atentados de sexta-feira em Paris provam que Moscovo "tinha razão" em querer uma coligação antiterrorista internacional, mas o seu homólogo norte-americano considera que seria "um erro" enviar tropas para a Síria.

 

"É indispensável [formar uma coligação antiterrorista internacional], falei disso na sessão da ONU dedicada aos 70 anos da organização. Falei exatamente disso, e os trágicos acontecimentos que se seguiram confirmaram que tínhamos razão", declarou Vladimir Putin, no final da cimeira dos líderes do G20 em Antalya, na Turquia.

Por sua vez, Barack Obama classificou como "um erro" enviar grandes quantidades de tropas para a Síria para tentar derrubar o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).

"É isso que penso, tal como os meus assessores militares e civis", disse o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa em Antalya, na qual afirmou que não vai alterar a sua estratégia de luta contra o EI.

Se os Estados Unidos aumentassem a sua presença na Síria, "por exemplo, com 50.000 soldados, veríamos uma repetição do que aconteceu antes", asseverou Obama, numa aparente referência ao que aconteceu após a guerra no Iraque.

Os elementos radicais "regressarão" se não houver uma população local que defenda outros valores, "a menos que queiramos uma ocupação permanente de países", advertiu Obama.

Por outro lado, o Presidente norte-americano defendeu a sua atual estratégia contra o EI e garantiu que "será a que, no final, resultará, mas levará o seu tempo".

"Na frente militar, continuaremos a acelerar o que estamos a fazer, procurando novos parceiros. Autorizei mais forças especiais para melhorar a coordenação", explicou.

"A estratégia deve ser uma que seja sustentável", declarou Obama, frisando que se trata de "perseguir a infraestrutura da sua liderança, fechar as suas fronteiras e reduzir o seu espaço".

Quanto à possibilidade de o grupo extremista atentar contra alvos no Ocidente, o chefe de Estado norte-americano disse que os Estados Unidos "não subestimaram as capacidades do EI".

"É possível para uma organização como o EI, que tem uma ideologia tão retorcida, sem respeito por vidas inocentes, ter capacidades para atacar o Ocidente", advertiu Obama, referindo-se aos atentados de sexta-feira em Paris, que fizeram 129 mortos.


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