PTP, PAN e MTP também indicam 29 de março para as eleições antecipadas na Madeira


 

Lusa/AO Online   Nacional   22 de Jan de 2015, 17:53

PTP, PAN e MTP indicaram a data de 29 de março para a realização das eleições antecipadas na Madeira, juntando-se ao PSD, CDS e PS que também defendem a realização do ato eleitoral rapidamente.

 

A posição dos partidos foi sendo transmitida ao longo do dia ao Presidente da República, que esteve desde manhã a receber no Palácio de Belém as forças políticas com assento na Assembleia Regional da Madeira.

A parte da tarde ficou reservada para as audições com os partidos com menor representação parlamentar, com o PCP a quebrar a unanimidade à volta de 29 de março para a realização das eleições antecipadas, sugerindo antes uma data próxima do 25 de Abril.

Pelo PTP, Amândio Madaleno adiantou que além da questão da data, no encontro com o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, foi também debatida a necessidade de fiscalizar os atos que serão praticados pelo Governo demissionário.

"É necessário fiscalizar estas situações, designadamente para se assegurar alguma igualdade de tratamento e para que não haja um aproveitamento nesta fase eleitoral", disse.

Rodrigo Henriques do PND foi mais vago, revelando apenas que o seu partido deixa ao critério do Presidente da República a questão da data.

"Ficará ao seu critério, dentro dos parâmetros legais, a questão da marcação ou não das eleições e da oportunidade da realização destas", referiu.

O coordenador da comissão política da Madeira do PAN, Fernando Rodrigues, reiterou a necessidade dos Governos serem legitimados pelo voto dos cidadãos, apontando o dia 29 de março como a data "mais adequada" para a realização das eleições regionais.

"A economia da Madeira vive muito da dinâmica do setor público e quanto mais tempo estivermos com um Governo de gestão isso tem consequências no dia a dia da região", sustentou.

Pelo MPT, Roberto Vieira também avançou com a data de 29 de março, sublinhando que o partido está preparado para ir a eleições e que tem como objetivo crescer, independentemente de concorrer ou não coligado com outras forças políticas.

Já depois das audições, o Presidente da República convocou para segunda-feira o Conselho de Estado, onde será analisada a situação política criada pela demissão do Governo Regional da Madeira.

No âmbito do processo interno no PSD - eleições internas e aclamação do novo líder - o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, apresentou no dia 12 de dezembro ao representante da República o pedido de exoneração do cargo que ocupava desde 18 de março de 1978.



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